Em reunião realizada em Brasília, o infraestrutura portuária Cecafé e a Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística (Logística Brasil) apresentaram ao diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Frederico Carvalho Dias, uma proposta para retomar a agenda positiva do setor exportador com o poder público. O encontro teve como foco principal a busca conjunta por soluções operacionais que permitam otimizar a infraestrutura logístico-portuária do Brasil e atualizar as normas regulatórias vigentes do comércio exterior.
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Infraestrutura portuária Cecafé: exportadores de café e entidades logísticas cobram expansão de berços e investimentos nos portos
O crescimento acelerado do agronegócio e do setor cafeeiro nacional exige um ambiente normativo moderno e instalações capazes de suportar o volume de cargas destinadas ao mercado externo. As entidades privadas destacam que quem tem direito e urgência nessa ampliação são os próprios produtores e exportadores brasileiros, que enfrentam sérias barreiras para consolidar embarques nos principais terminais do país.
Para entender como se inscrever ou participar das discussões setoriais, o Cecafé e a Logística Brasil estão estruturando uma pauta conjunta de propostas que será enviada à agência reguladora. A expectativa é que as reuniões de trabalho sejam iniciadas entre o final deste mês e o começo de outubro, integrando outros segmentos do comércio internacional interessados em destravar a capacidade operacional dos portos.
Qual é o prazo e onde ir para acompanhar os desdobramentos dessa articulação pública? As primeiras reuniões institucionais ocorrem diretamente em Brasília, na sede da ANTAQ, e os desdobramentos serão publicados nos canais oficiais das entidades representativas. O setor ressalta que os gargalos mais críticos se concentram no Porto de Santos, onde a implementação do Tecon Santos 10, o aprofundamento do canal de navegação e as melhorias nos acessos rodoviários e ferroviários são tratados como prioridades absolutas.
Gargalos operacionais geram prejuízos milionários ao comércio exterior brasileiro
A falta de capacidade de pátio e de berço de atracação tem gerado cancelamentos de escalas, atrasos frequentes e constante rolagem de cargas nos portos nacionais. Esse cenário gera custos extraordinários com armazenagem adicional, onerando diretamente os exportadores e importadores que mantêm a balança comercial brasileira aquecida.
A união entre o setor produtivo e o poder público é o único caminho viável para atrair novos leilões, garantir investimentos privados e modernizar a malha de transportes aquaviários do país.
Ponto de Vista
A eficiência dos portos é o termômetro direto da competitividade econômica de uma nação no mercado globalizado. Quando o setor produtivo investe, bate recordes de safra e moderniza seus processos do campo à indústria, a infraestrutura pública de escoamento não pode funcionar como um gargalo limitador. Garantir que projetos estratégicos como o Tecon Santos 10 e a ampliação dos berços de atracação saiam do papel com celeridade é uma medida urgente para proteger a renda do produtor rural, evitar prejuízos milionários ao comércio exterior e assegurar a soberania do agronegócio brasileiro frente aos grandes players mundiais.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Assessoria de Comunicação Cecafé | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


