A sancionada lei que altera o regime de tributação simplificada das remessas postais internacionais extingue a cobrança do Imposto de Importação de 20% para compras no exterior de até US$ 50. O texto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 10 de setembro, trazendo mudanças estruturais para o comércio eletrônico e para as compras internacionais no Brasil. A medida visa dar previsibilidade ao consumidor e reequilibrar o mercado nacional com mecanismos de fiscalização contínua.
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Sancionada lei altera limite de importação e fixa taxa de câmbio
A sancionada lei estabelece que o regime simplificado se aplica para encomendas de até US$ 3.000, garantindo a isenção tributária para compras de até US$ 50. O texto concede ao Ministério da Fazenda a competência para ajustar as alíquotas do imposto de importação e garante tratamento diferenciado para empresas participantes do programa de conformidade da Receita Federal.
Com a nova legislação, as plataformas de e-commerce habilitadas poderão utilizar a taxa de câmbio vigente na data exata da compra. Essa regra protege o comprador da variação cambial até a chegada do pacote ao país. O Poder Executivo também poderá fixar limites de frequência de compras para evitar o fracionamento artificial de encomendas e o uso do benefício para revenda comercial.
Isenção para medicamentos e regras de competitividade nacional
O texto legal cria um regime especial focado na saúde pública para isentar a importação de medicamentos sem similar nacional. A regra beneficia pacientes com doenças raras ou negligenciadas que importam produtos como pessoa física para uso próprio. O medicamento precisa ser um produto acabado e ter classificação reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Para proteger o mercado interno, a legislação exige que as decisões do Ministério da Fazenda respeitem a isonomia concorrencial e o fortalecimento do comércio varejista e da indústria brasileira. O objetivo é manter preços acessíveis ao consumidor sem prejudicar a geração de empregos no país.
Avaliação econômica semestral e relatórios no Congresso Nacional
O Ministério da Fazenda realizará o monitoramento dos impactos econômicos da medida a cada seis meses. A análise vai medir os efeitos sobre emprego, renda, arrecadação federal e estadual, além dos preços finais praticados no varejo e do volume de encomendas internacionais enviadas ao Brasil.
O Congresso Nacional também fará o acompanhamento permanente do setor. Até o dia 30 de abril de cada ano, os parlamentares deverão apresentar um relatório detalhado com a estimativa de renúncia fiscal e o diagnóstico da competitividade da indústria nacional.
Ponto de Vista
A sancionada lei que extingue o imposto de 20% para compras até US$ 50 devolve poder de compra à população e traz clareza para as regras do e-commerce internacional. O desafio agora está no equilíbrio: garantir produtos baratos sem sufocar a indústria e o varejo do Espírito Santo e do Brasil. O acompanhamento semestral será a ferramenta principal para ajustar distorções do mercado.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Assessoria de Comunicação / Governo Federal | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


