Os Estados Unidos anunciaram a implementação de uma nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, com vigência iniciada nesta sexta-feira (24/7). A medida decorre dos resultados de investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana e representa o segundo aumento tarifário adotado pelo país no mesmo mês. Em nível nacional, a sobretaxa atinge US$ 12,4 bilhões em mercadorias, o equivalente a 29,4% de todas as exportações do Brasil para o mercado estadunidense. No Espírito Santo, o impacto potencial alcança 32,8% do volume exportado para o destino americano, conforme levantamento feito pelo Observatório Findes em parceria com a Gerência de Comércio e Integração Internacional da CNI.
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A estrutura de cobrança divulgada aponta que parte dos produtos do estado passará a somar alíquotas anteriores aos novos percentuais. No Espírito Santo, produtos exportados que somam US$ 1,1 bilhão — o que corresponde a 38,2% das vendas estaduais ao país — passam a arcar com alíquota total de 37,5% (resultado da soma dos 25% já vigentes aos novos 12,5%). Outra parcela de mercadorias capixabas, avaliada em US$ 850,7 milhões (30% das exportações locais), fica sujeita exclusivamente à nova taxa de 12,5%. No cenário brasileiro, 3.985 produtos (US$ 10,8 bilhões) atingiram a alíquota de 37,5%, enquanto 75 produtos (US$ 1,6 bilhão) pagam apenas os 12,5%.
No mapa geral de exposição das indústrias locais, os dados compilados com base no ComexStat indicam que 61,8% das empresas capixabas permanecem isentas das novas tarifas. Contudo, 30% das indústrias do ES estão expostas à taxa de 12,5%, 8,2% à taxa de 25% e 38,2% à taxa combinada de 37,5%, além de 29,6% enquadradas em medidas setoriais específicas da Seção 302.
Tarifa adicional impacta indústria capixaba e comércio exterior
O anúncio das medidas gera desdobramentos operacionais para as indústrias exportadoras do Espírito Santo e de outros estados do país. Com a vigência imediata, contratos de fornecimento e frete internacional passam a incorporar os novos custos alfandegários no porto de destino, exigindo readequação das cadeias logísticas e planejamento financeiro das empresas expostas.
A Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) acompanha os desdobramentos da aplicação das taxas juntamente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). As entidades avaliam o alcance setorial do decreto norte-americano sobre os principais produtos da pauta de exportação do Espírito Santo, que inclui rochas ornamentais, siderurgia, celulose e produtos do agronegócio.

A análise técnica desenvolvida pelas equipes do Observatório Findes busca identificar os fluxos de comércio mais sensíveis para orientar ações institucionais e apoiar as empresas locais na navegação do cenário comercial norte-americano.
Tarifa impõe desafios competitivos para produtos do Brasil nos EUA
A elevação da carga tributária na alfândega dos Estados Unidos altera as condições de competitividade de mercadorias brasileiras frente a concorrentes internacionais que não foram submetidos às taxas da Seção 301. Setores afetados iniciaram rodadas de avaliação técnica para mensurar a absorção de custos ao longo da cadeia de suprimentos.
O acompanhamento constante das estatísticas de exportação do ComexStat permite monitorar a evolução dos embarques capixabas e brasileiros ao longo dos próximos meses, identificando eventuais reduções no volume contratado ou necessidade de redirecionamento de mercado.
Ponto de Vista
A imposition desse novo aumento tarifário pelos Estados Unidos impõe um desafio severo para a indústria do Espírito Santo e do Brasil.
Quando quase um terço das nossas exportações estaduais fica sob o impacto direto de alíquotas que chegam a 37,5%, o prejuízo não é apenas dos exportadores, mas de toda a cadeia produtiva, do emprego e da arrecadação local.
A Findes e a CNI cumprem papel fundamental ao mapear esse cenário com precisão de dados. É urgente que o Governo Federal e os órgãos de comércio exterior atuem em canais diplomáticos para mitigar o impacto e defender a competitividade dos produtos capixabas no mercado global.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Gerência de Comunicação e Relações Públicas – FINDES / CNI | Foto: Divulgação / Divulgação/Vports | Redação: Informe Capixaba


