O Espírito Santo sediou, nesta quinta-feira (25), a etapa estadual da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, reunindo pescadores artesanais, aquicultores, pesquisadores, representantes de entidades do setor e gestores públicos para discutir os desafios e as perspectivas da atividade no País. A abertura oficial do evento foi realizada na sede da Petrobras, em Vitória. Retomada após um hiato de 16 anos, a conferência tem como tema central “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado” e busca fortalecer a participação social na construção de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável da pesca e da aquicultura brasileiras.
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O secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, participou da abertura acompanhado da equipe técnica da Seag e destacou a importância estratégica do evento para a definição de políticas públicas voltadas ao setor. Segundo as diretrizes apresentadas, a pesca e a aquicultura possuem grande relevância econômica, social e cultural para as comunidades capixabas. O encontro representa um espaço fundamental para ouvir os trabalhadores tradicionais, identificar gargalos logísticos e construir metas que promovam a sustentabilidade e garantam melhores condições de renda para as famílias litorâneas.
Setor discute mudanças climáticas e valorização de comunidades tradicionais na capital
Durante os intensos debates na sede da Petrobras, os participantes e gestores públicos discutiram eixos fundamentais como a valorização das comunidades tradicionais, a equidade de gênero e o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado. Também foram amplamente debatidos os impactos reais das mudanças climáticas no ecossistema marinho e como isso afeta diretamente a produtividade local. A busca por soluções integradas visa criar mecanismos de proteção e incentivo econômico para os trabalhadores que vivem exclusivamente da pesca artesanal e da criação de peixes em cativeiro.
A etapa estadual cumpre um papel democrático essencial ao unificar as vozes do interior e do litoral capixaba antes dos debates integrados em Brasília. O fortalecimento dessa cadeia produtiva atrai a atenção de investidores do mercado de alimentos e tecnologia de conservação de insumos, gerando novas frentes de trabalho.
Construção de propostas sólidas e eleição de delegados para a etapa nacional em Brasília
As conferências promovidas nos estados têm como objetivo principal consolidar as propostas prioritárias que serão formalmente encaminhadas para a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca. O grande encontro nacional está previsto para acontecer entre os dias 11 e 13 de novembro de 2026, na capital federal, em Brasília (DF).
Além da elaboração e refinamento dessas propostas estruturais, o encontro em Vitória também foi responsável pela eleição direta dos delegados que representarão o Espírito Santo na etapa nacional. Esses representantes serão encarregados de defender as demandas e as prioridades definidas coletivamente pelos participantes capixabas, consolidando a pesca como uma política de Estado duradoura.
Ponto de Vista
A retomada da Conferência Nacional após 16 anos representa um marco histórico e urgente para o Espírito Santo, um estado com forte vocação litorânea e interiorana voltada para as águas. Debater a pesca e a aquicultura transformando-as de políticas passageiras de governo em políticas permanentes de Estado é o único caminho para garantir segurança jurídica e econômica aos nossos trabalhadores.
Quando o poder público se reúne com pescadores artesanais e pesquisadores na sede da Petrobras, ele valida o conhecimento de quem está na ponta da produção. O desenvolvimento sustentável do setor não se faz apenas com decretos, mas sim com o fortalecimento da cadeia do pescado, respeito às mudanças climáticas e inclusão social de comunidades que alimentam milhares de capixabas diariamente.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Leonardo Sales / Paula Pignaton | Foto: Gustavo Souza/Seag | Redação: Informe Capixaba


