O início da colheita do café voltou a mostrar sua força avassaladora na economia capixaba e abriu um verdadeiro mar de oportunidades. Em abril, o Espírito Santo registrou a abertura de 3.611 empregos formais com carteira assinada, impulsionado principalmente pela agropecuária, que respondeu por mais da metade das vagas criadas no estado. O resultado oficial indica o excelente momento do mercado de trabalho capixaba, que já acumula mais de 16 mil novos postos em 2026, evidenciando o protagonismo absoluto do interior na geração de riqueza e na atração de novos investimentos para o trabalhador.
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Agropecuária lidera mercado formal e cultivo de café responde por 66% dos setores produtivos
As análises são do Connect Fecomércio-ES com base nos dados do Caged. A agropecuária liderou com folga as contratações, garantindo um saldo de 2.104 empregos formais. O principal motor desse crescimento foi o cultivo de café, responsável sozinho pela criação de 1.390 postos de trabalho. De acordo com o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, a safra exerce papel estratégico, pois amplia a demanda por mão de obra nos municípios e gera reflexos positivos no transporte, comércio e armazenagem, abrindo novas vagas de emprego em cascata.
Construção civil e serviços mantêm ritmo acelerado com mais de 16 mil carteiras assinadas no ano
Além do campo, os setores de serviços e construção também apresentaram resultados expressivos, com saldos positivos de 748 e 745 vagas de emprego, respectivamente. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o Espírito Santo já contabiliza 16.515 novos vínculos formais. O avanço da construção civil impressiona, registrando uma ampliação de 79,8% na geração de postos em comparação com o mesmo período do ano passado, consolidando uma economia diversificada e resiliente tanto na Grande Vitória quanto nas regiões rurais.
Manchete Econômica: Interior dá show de desenvolvimento na distribuição regional de vagas

Embora a capital Vitória tenha liderado o ranking individual puxada pela construção, a força do emprego em abril esteve maciçamente concentrada fora da região metropolitana. O interior capixaba respondeu por impressionantes 3.467 postos de trabalho. Cidades como Aracruz (com forte desempenho industrial), além de Jaguaré, Linhares, Vila Valério, Itapemirim, Sooretama, São Mateus e Rio Bananal se destacaram nacionalmente, transformando a colheita do café em combustível para a carteira assinada e garantindo mais vagas de emprego para a população do Norte ao Sul do Estado.
Ponto de Vista
Os novos dados do Caged deixam claro que o interior do Espírito Santo é o verdadeiro motor econômico do nosso Estado. Entendo que o desempenho da safra de café em abril não é apenas um pico sazonal, mas a prova de que a nossa agropecuária está se modernizando e garantindo dignidade ao trabalhador rural por meio da carteira assinada.
Ver que 96% das vagas de emprego foram geradas fora da Grande Vitória é um orgulho imenso, pois mostra a descentralização do desenvolvimento capixaba. Cidades como Jaguaré, Vila Valério e Linhares dão um show de dinamismo. Sob a ótica técnica de André Spalenza, o crescimento sustentado também pela construção civil e serviços cria uma rede de proteção financeira fantástica.
O Sistema Fecomércio-ES acerta em cheio ao monitorar e apoiar esses setores que sustentam mais de 660 mil famílias capixabas. A economia do Espírito Santo voa alto em 2026, e quem ganha é o trabalhador lá na ponta.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Kelly Kalle | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


