Fome e insegurança alimentar grave registraram uma queda expressiva na região Sudeste entre os anos de 2022 e 2024. De acordo com os dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), cerca de 9,8 milhões de pessoas deixaram de passar fome na região geográfica nesse período de dois anos. O levantamento estatístico aponta ainda que outras 29,7 milhões de pessoas saíram de algum nível de vulnerabilidade nutricional e alcançaram a estabilidade do pleno acesso a alimentos saudáveis.
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Os indicadores revelam que a prevalência de insegurança alimentar grave (que caracteriza a situação de fome) despencou de 13,1% para 2,3% nos lares do Sudeste brasileiro. Ao mesmo tempo, o percentual de domicílios que passaram a viver em condição de plena segurança alimentar e nutricional saltou de 45,4% para 80,3%. O estudo técnico comparou os históricos consolidados pela Rede Penssan em 2022 com os resultados amostrais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE.
Combate à pobreza extrema e ao desmame de políticas públicas impulsiona marcas
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a reversão acelerada dos índices de miséria reflete o aprimoramento e a reestruturação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), que comemora 20 anos de fundação. Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome do MDS, destaca que o país atingiu a menor taxa da história na estatística de insegurança alimentar grave devido à articulação de estratégias federais.
O redesenho institucional do Sisan propiciou uma explosão de novas adesões municipais por todo o Brasil. O volume de prefeituras integradas ao arranjo saltou de 536 no encerramento de 2022 para 2.297 administrações locais. Na região Sudeste, o número de cidades participantes quintuplicou, migrando de apenas 67 distritos para 337 municípios integrados. A vinculação ao sistema otimiza o financiamento e a execução de programas consolidados, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a merenda escolar via PNAE.
Estruturas de cozinhas comunitárias e bancos de alimentos ganham força no ES
A descentralização das câmaras intersetoriais e dos conselhos locais confere maior musculatura aos prefeitos capixabas para combater a desnutrição na ponta de consumo. Dados da pesquisa Munic/IBGE indicam que o Sudeste passou a contar com uma rede de proteção abrangente, somando 215 restaurantes populares, 203 cozinhas comunitárias e 162 bancos de alimentos operantes. Essa infraestrutura logística é alimentada diretamente por compras públicas da agricultura familiar, fortalecendo a geração de renda no campo e a dignidade nas periferias urbanas.
Ponto de Vista:
Os números apresentados pela EBIA comprovam que o combate à fome é uma engrenagem que depende exclusivamente de vontade política e orçamento bem direcionado. Retirar quase 10 milhões de pessoas da linha de miséria alimentar no Sudeste é um marco histórico, mas o desafio agora reside na sustentabilidade dessas ações nos municípios do Espírito Santo. A dica essencial para os gestores capixabas é acelerar os processos de adesão das prefeituras ao Sisan, garantindo verbas federais carimbadas para restaurantes populares e cozinhas comunitárias regionais!
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Gov.br / Secom | Foto: Lyon Santos / MDS | Redação: Informe Capixaba


