O Espírito Santo registrou, em março de 2026, um sinal extremamente positivo para as finanças domésticas: cerca de 4,5 mil capixabas conseguiram sair do vermelho. De acordo com os dados mais recentes, a taxa de inadimplência no estado recuou pela quarta vez consecutiva, trazendo um alívio esperado para milhares de famílias que buscam organizar o orçamento e fechar as contas do mês com maior tranquilidade. O indicador, que mede o percentual de pessoas com contas em atraso, caiu para 33,5%, refletindo um movimento de recuperação da saúde financeira no cenário capixaba.
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Nota da redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento.
Melhora na inadimplência favorece o consumo e o comércio no ES
As análises detalhadas foram realizadas pelo Connect Fecomércio-ES, com base na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). Segundo André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio, essa queda consistente tende a refletir positivamente no consumo nos próximos meses. “Quando a inadimplência recua, parte das famílias recupera a capacidade de compra e volta a planejar gastos com mais segurança, o que favorece datas sazonais e o comércio em geral”, explica o especialista.
O saldo positivo de março foi impulsionado principalmente por famílias com renda superior a 10 salários mínimos, onde cerca de 8,8 mil pessoas regularizaram suas pendências. Por outro lado, o levantamento acende um alerta para as famílias de menor renda, onde o acesso ao crédito ainda resulta em dificuldades de pagamento. Atualmente, o valor médio da dívida por pessoa no estado gira em torno de R$ 1.494,93, segundo dados da Serasa Experian. Mesmo com os desafios, cresceu o otimismo entre os inadimplentes: 15,4% das famílias de menor renda acreditam que conseguirão quitar todas as dívidas já no próximo mês.
O endividamento geral também apresentou recuo, passando de 89,3% para 87,8%. Na prática, isso significa que menos famílias capixabas estão com compras parceladas, financiamentos ou carnês em aberto. Esse recuo abre espaço no orçamento doméstico para o consumo não essencial, permitindo uma circulação de renda mais saudável dentro dos 78 municípios do Espírito Santo.
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Cartão de crédito e as principais fontes de endividamento
Apesar da queda na inadimplência, o cartão de crédito continua sendo o grande protagonista das dívidas no estado. Ele está presente em 92,6% das famílias com renda de até 10 salários mínimos e em impressionantes 98,1% das famílias com maior poder aquisitivo. Além do cartão, houve um crescimento no uso de modalidades como crédito pessoal, carnês e crédito consignado entre a população que recebe até R$ 16.210, indicando uma busca por recursos imediatos para cobrir despesas do dia a dia.

Para as famílias com renda superior, o comportamento é mais diversificado, incluindo financiamentos habitacionais e de veículos. O comprometimento médio da renda mensal para o pagamento de dívidas no Espírito Santo é de 30,9% para as classes mais baixas, enquanto nas famílias de maior renda esse índice cai para 25%. O Sistema Fecomércio-ES reforça que a evolução é consistente, mas exige atenção contínua para transformar essa melhora conjuntural em uma estabilidade financeira sustentável e duradoura para o cidadão capixaba.
Ponto de Vista: Ver a inadimplência cair pelo quarto mês seguido é uma prova de que o consumidor capixaba está priorizando o acerto de contas. No entanto, o cartão de crédito ainda é uma armadilha perigosa para quem não tem planejamento. Sair do vermelho é apenas o primeiro passo; o desafio agora é manter a disciplina para não voltar a comprometer a renda com juros altos. Aproveite este fôlego para reorganizar sua planilha de gastos e focar no essencial!
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Kelly Kalle / Connect Fecomércio-ES | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


