Fibromialgia: Quando a dor não aparece no exame, ela deixa de existir?
A fibromialgia é uma condição que desafia a medicina e a paciência de quem a sente. Caracterizada por dor musculoesquelética difusa, fadiga intensa e a chamada “névoa mental”, a doença afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira, sendo a maioria mulheres. O grande dilema é que o diagnóstico é clínico: exames de imagem e laboratoriais costumam estar normais, o que frequentemente leva ao descrédito da dor do paciente. No entanto, em 2026, o cenário começa a mudar com a consolidação de novas garantias legais.
Avanços Jurídicos: A Lei nº 15.176/2025 e os Direitos Garantidos

Desde janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, um marco histórico que garante às pessoas com fibromialgia os mesmos direitos previstos para pessoas com deficiência (PcD), desde que comprovadas as limitações funcionais por avaliação multiprofissional. Para a enfermeira e especialista Vaniele Silva Pinto Pailczuk, este é um avanço jurídico essencial, mas que precisa sair do papel para o cotidiano. A lei reconhece que a limitação é real, diária e muitas vezes incapacitante, afetando não apenas a saúde, mas a vida profissional e social do indivíduo.
Fevereiro Roxo: Um Chamado à Escuta e à Compreensão
A campanha Fevereiro Roxo busca mudar a mentalidade da sociedade sobre doenças crônicas e invisíveis. O tratamento para a fibromialgia exige paciência, ajustes de medicação e, sempre que possível, atividade física. Contudo, é preciso entender que há dias em que a crise é tão intensa que tarefas simples se tornam impossíveis. Reconhecer a fibromialgia juridicamente é um passo dado; agora, o desafio urgente é o reconhecimento humano, oferecendo acolhimento para quem sente dor até mesmo em um abraço.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Vaniele Silva Pinto Pailczuk / Uninter | Foto: Divulgação @anchabucuante| Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


