A Samarco vem consolidando a economia circular como eixo central de suas operações. Em 2025, a empresa atingiu a marca histórica de 45% de aproveitamento total de rejeitos e estéreis, o melhor índice desde a retomada das atividades em 2020. O avanço tecnológico ocorre no momento em que a mineradora também alinha o cronograma
“Operações da Samarco e informações sobre o encerramento do Auxílio Financeiro Emergencial”definitivo de reparação do Rio Doce.
Inovação e Sustentabilidade
O grande destaque operacional é o uso do rejeito arenoso em obras de engenharia, como a descaracterização de estruturas no Complexo de Germano, em Mariana (MG). Em 2025, 89% do rejeito arenoso gerado foi reaproveitado, reduzindo a necessidade de compra de areia e brita, além de diminuir o tráfego de caminhões e as emissões de carbono.
“O potencial vai além das obras internas. Já desenvolvemos aplicações em concreto e pavimentação ecológica”, afirma Bruno Pimentel, gerente de Desenvolvimento e Inovação da Samarco. A meta da empresa é alcançar a neutralidade de carbono até 2050, com investimentos em tecnologias que transformam o que antes era resíduo em valor econômico.
Novo Acordo do Rio Doce e o Fim do AFE
Em paralelo aos avanços industriais, a Samarco informou que, em cumprimento ao Novo Acordo do Rio Doce (homologado pelo STF em 2024), o pagamento do Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) será encerrado em março de 2026.
O AFE foi criado em 2015 para apoiar famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão. Desde então, foram destinados R$ 71,9 bilhões para ações de reparação, sendo R$ 34,7 bilhões em indenizações e auxílios.
Compromisso com a Reparação
O Novo Acordo prevê o repasse de R$ 100 bilhões ao Poder Público ao longo dos próximos 20 anos. Esses recursos serão aplicados em ações definitivas de retomada econômica e fortalecimento da renda das populações atingidas.
Visão de Futuro
A Samarco projeta uma mineração cada vez mais integrada ao território. Entre os próximos passos estão a instalação de concentradores magnéticos que devem gerar 900 mil toneladas de concentrado por ano a partir de rejeitos ultrafinos, aumentando a eficiência e reduzindo ainda mais o impacto ambiental.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Comunicação Samarco | Suporte: IA


