
O Livro ” As Princesas de Maquiavel ” de Juliana Fratini expõe que as mulheres foram negligenciadas como figuras de poder político. Ao longo dos meus 50 anos consegui perceber um avanço tímido mas significativo nesses espaços de decisões que fomentam políticas públicas para as mulheres. Notadamente ainda somos minoria nas câmaras municipais, no Congresso Nacional e nos cargos do executivo em geral.
Na cidade de Vila Velha só temos uma representante feminina na Câmara Municipal e na cidade de Vitória também. Porém tivemos na última eleição uma mulher eleita com expressiva quantidade de votos ( mais de 50 mil eleitores elegeram a mesma deputada ) para a assembleia legislativa do Estado do Espírito Santo.
O machismo ainda é muito forte na política estadual . Não há sororidade que possa impactar a realidade na distribuição e ocupação de cargos políticos. Secretarias, gerências, coordenações, sub secretarias e cargos de direção ainda são pensados para os homens com apoio total e irrestrito dos partidos políticos . Poucos indicam mulheres e quando o fazem elas precisam se encaixar na subserviência partidária ou comissionada. Uma espécie de cala boca pra não incomodar.
As mulheres São excelentes articuladoras políticas , ótimas ouvintes, possuem expediente para resolução de problemas e acima de tudo conhecem as especificidades sociais. As mazelas da sociedade estão no dia a dia feminino. Esse empoderamento é que garante a candidatura de mais mulheres para disputarem vagas no pleito eleitoral, trazendo lideranças femininas da esquerda e da direita, progressistas e conservadoras garantindo que nossa democracia deixe de ser patriarcal , funcionando de maneira efetiva nos espaços de poder e ampliando o lugar feminino na política institucional.
Que toda mulher deixe de ser cota para se tornar uma necessidade. Eles precisam de nós e a sociedade civil precisa da gente .
Por Luciana Santos


