A programação Theatro Carlos Gomes abre o mês de setembro com uma agenda repleta de atrações culturais imperdíveis, incluindo eventos gratuitos e um prestigiado concurso de canto lírico que distribuirá R$ 30 mil em prêmios no centro da capital capixaba.
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Destaques da programação Theatro Carlos Gomes em setembro
O tradicional Theatro Carlos Gomes, localizado na Praça Costa Pereira, em Vitória, inicia suas atividades na terça-feira (1º de setembro), às 19h, com o evento “Presente para Vitória Capital do Estado do ES”. A atração gratuita faz parte das comemorações dos 475 anos da cidade e da Semana da Pátria. O espetáculo reúne mais de 100 vozes em um grande coral, além de apresentações de orquestra, prática de banda e performances circenses do Grupo Mala Circo.
Na quarta-feira (2 de setembro), às 20h, o palco recebe a talentosa pianista capixaba Marina Brandão, de apenas 10 anos. A jovem prodígio apresenta o “Concerto Mozart 12” acompanhada por orquestra sob a regência do maestro Helder Trefzger. Os ingressos têm valor promocional único de R$ 45 via Sympla.
Concurso de canto na programação Theatro Carlos Gomes
Entre quinta-feira (3 de setembro) e domingo (6 de setembro), a programação Theatro Carlos Gomes sedia a 5ª edição do Concurso de Canto Natércia Lopes. Considerado o único concurso do gênero no Brasil sem limite de idade, o evento atrai cantores líricos de todo o país. As audições semifinalistas ocorrem com entrada gratuita ao longo dos três primeiros dias.
A grande finalíssima acontece no domingo, com audições a partir das 14h e o recital de premiação às 19h30, mediante retirada de ingressos na plataforma Sympla. Patrocinado pela Shell e EDP, o concurso concederá R$ 30 mil aos vencedores, que também garantirão participação no Festival de Música Erudita do Espírito Santo em novembro.
Curiosidades e história do Theatro Carlos Gomes
O Theatro Carlos Gomes é um dos patrimônios arquitetônicos e culturais mais emblemáticos do Espírito Santo. Localizado no coração de Vitória, na icônica Praça Costa Pereira, o espaço foi inaugurado em 5 de janeiro de 1927 e traz em sua concepção a assinatura do arquiteto italiano André Carloni. O projeto buscou inspiração no imponente Teatro Scala de Milão, resultando em uma arquitetura eclética com forte predominância do estilo neoclássico.

A construção do teatro surgiu em um momento de intensa modernização urbana na capital capixaba. Em 1923, a cidade perdeu o antigo Teatro Melpômene devido a um incêndio, cuja estrutura acabou sendo demolida para permitir a abertura da Rua Sete de Setembro e o alargamento da praça central. Como contrapartida, a administração pública assumiu o compromisso de erguer uma nova casa de espetáculos. Um detalhe histórico fascinante é que o projeto aproveitou as antigas colunas de ferro fundido do Melpômene, que até os dias atuais servem de suporte para os balcões e galerias da plateia.
Outro grande tesouro guardado no interior do prédio é a pintura artística do teto, idealizada e executada pelo renomado pintor mineiro Homero Massena. Ao longo de quase um século, o edifício passou por transformações marcantes: enfrentou os impactos da crise econômica do café em 1929 — período em que chegou a ser arrendado por uma empresa privada para funcionar como sala de cinema —, foi recuperado pelo governo estadual na década de 1970 e conquistou o tombamento oficial pelo Conselho Estadual de Cultura em 1983.
Preservar e valorizar essa trajetória é essencial para compreender a força do cenário artístico capixaba, reforçando a importância do Theatro Carlos Gomes como o palco principal das grandes manifestações culturais do nosso estado.
Ponto de Vista
O Theatro Carlos Gomes reafirma sua posição como o maior templo das artes cênicas e musicais do Espírito Santo ao democratizar o acesso à alta cultura.
Ao unir a celebração do aniversário de Vitória, o incentivo aos novos talentos da música clássica e um concurso nacional de canto lírico, o espaço fomenta a economia criativa, impulsiona o turismo cultural no Centro Histórico e enriquece a formação artística da nossa população.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Tati Beling / Danilo Ferraz / Karen Mantovanelli | Foto: Arquivo Secult / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


