A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, divulgou o balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026 (2T26). O relatório apontou uma relevante elevação nos preços e uma melhora expressiva no EBITDA ajustado, no volume de vendas e na geração de caixa operacional na comparação com o trimestre anterior. Os resultados alcançados refletem a competitividade e a resiliência das operações da companhia em um período marcado por pressões cambiais e pela alta nos custos de insumos impulsionada pelo mercado internacional de petróleo.
Nota da redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento.
Desempenho operacional e financeiro da Suzano no 2º trimestre de 2026
No período analisado, as vendas totais da Suzano movimentaram 3,3 milhões de toneladas de produtos, sendo 2,9 milhões de toneladas de celulose de eucalipto e 406 mil toneladas de papéis voltados para embalagens, materiais gráficos, papéis especiais e linha sanitária. Com esse desempenho, a receita líquida da empresa atingiu a marca de R$ 11,6 bilhões, impulsionando o EBITDA ajustado para R$ 4,7 bilhões, superando os índices do trimestre imediatamente anterior. A geração de caixa operacional alcançou R$ 2,9 bilhões e o lucro líquido consolidado fechou o período em R$ 1,8 bilhão.
Apesar da pressão global sobre os custos de produção, o custo caixa da Suzano na fabricação de celulose — excluindo as paradas programadas de manutenção — totalizou R$ 843 por tonelada. Esse valor manteve-se praticamente estável quando comparado ao mesmo período do segundo trimestre de 2025. Para proteger suas operações da volatilidade de insumos energéticos como o petróleo Brent, a empresa mantém políticas rigorosas de proteção financeira (hedge).
No âmbito do endividamento, a alavancagem financeira da Suzano, mensurada pela relação entre a dívida líquida e o EBITDA ajustado, encerrou o período em 3,4 vezes em dólar. A direção da companhia enfatizou que permanece concentrada na redução gradativa dessa alavancagem, sustentando o plano de desalavancagem na forte geração de caixa operacional, na busca contínua por eficiência operacional e na disciplina para a alocação de capital.
“Entregamos um segundo trimestre sólido em um cenário de mercado volátil. Seguimos focados em eficiência operacional e na redução do nível de endividamento, o que vai reforçar a nossa resiliência e a competitividade da companhia. Ao mesmo tempo, mantemos o foco em capturar valor dos investimentos já realizados, gerando valor sustentável para nossos stakeholders”, destacou o presidente da Suzano, Beto Abreu.
Expansão internacional e consolidação do negócio no 2º trimestre de 2026
Logo após o encerramento oficial do período do 2T26, a Suzano concluiu um passo estratégico decisivo com a aquisição de 51% de participação na Arbex, joint venture global no segmento de tissue (papéis de higiene) formada em parceria com a multinacional Kimberly-Clark, mediante investimento de US$ 1,3 bilhão.
A Arbex iniciou suas operações formais no dia 1º de julho de 2026 e passa a responder diretamente pela produção, ações de marketing e comercialização global de produtos de papel tissue para consumo e uso profissional em mais de 70 países. A nova estrutura engloba 22 plantas industriais distribuídas em 14 mercados estratégicos. Os números e balanços decorrentes dessa consolidação passam a integrar as demonstrações financeiras da Suzano a partir do terceiro trimestre deste ano.
O resultado do trimestre reafirma a posição de liderança global da Suzano no mercado produtivo de celulose e bioprodutos, consolidando seu papel de relevância para a economia nacional e para os estados onde mantém grandes operações de base florestal e industrial, como o Espírito Santo.
Ponto de Vista
Os resultados apresentados pela Suzano no 2º trimestre de 2026 demonstram a sólida governança e a capacidade de superar desafios do cenário econômico global.
O equilíbrio financeiro, aliado a investimentos audaciosos no mercado internacional como a parceria na Arbex, reforça o papel fundamental da empresa como locomotiva do desenvolvimento sustentável e industrial do Brasil e do Espírito Santo.
Envie sua sugestão de pauta para: informecpixaba@gmail.com
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Vítor De Vincentis | Foto: Divulgação Suzano | Redação: Informe Capixaba


