Os portos capixabas exercem um papel fundamental no desenvolvimento, e a trajetória econômica do Espírito Santo está diretamente ligada à força de sua atividade portuária. Para dimensionar o impacto gerado por esse modal, os portos movimentaram mais de 137,5 milhões de toneladas no ano passado, registrando a quarta maior movimentação portuária de todo o Brasil.
Os dados oficiais revelam que a movimentação de cargas nos terminais do Estado cresceu 13,1% em 2025, de acordo com indicadores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) — um percentual muito superior à média nacional, que fechou em 6,1%. Esses números integram o inédito Atlas Portuário do ES, produzido pelo Observatório Findes e lançado oficialmente nesta terça-feira, dia 16 de junho de 2026, durante a feira ExpoModal, realizada na Serra.
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O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, explicou que o documento organiza informações estratégicas e oferece uma visão ampla sobre a infraestrutura, a capacidade instalada, os gargalos operacionais e as futuras oportunidades do sistema portuário. Segundo Baraona, o próximo salto do desenvolvimento econômico estadual passa necessariamente pelo mar, ganha força na indústria e se concretiza nas pessoas. Integrada ao projeto Atlas da Infraestrutura, a publicação funcionará como um guia para a tomada de decisão de grandes investidores, detalhando as especificações físicas dos terminais e a conectividade com as redes ferroviária e rodoviária do país.
Localização privilegiada e força dos portos conectam o Espírito Santo aos principais centros econômicos
O avanço portuário consolida o Estado como um ponto estratégico no cenário logístico nacional. Em um raio de apenas 1.200 quilômetros, o Espírito Santo alcança uma região que concentra cerca de 63% do PIB brasileiro, posicionando-se próximo a grandes mercados como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Brasília. De acordo com o Observatório Findes, essa engrenagem funciona como uma excelente alternativa de escoamento para estados exportadores que não possuem acesso direto ao litoral, como Minas Gerais e Goiás. Toda essa atividade fomenta uma robusta cadeia de negócios que reúne atualmente 133 empresas formais, gerando 6.756 empregos de alta qualificação com carteira assinada.
Portos e terminais capixabas lideram mercado e projetam bilhões em novos investimentos
Os terminais do Estado tornaram-se referência na movimentação dos principais produtos da pauta exportadora do país. Atualmente, o Espírito Santo lidera o ranking nacional na movimentação de minério de ferro pelotizado, produtos de ferro e aço, e na importação de veículos, além de ser o principal ponto de entrada de carvão mineral no Brasil. Quase 90% de toda a movimentação capixaba é voltada para o comércio internacional através da navegação de longo curso. Para os próximos anos, o protagonismo do setor será ampliado com a previsão de R$ 6,4 bilhões em investimentos destinados à construção de novos terminais e à expansão das estruturas operadas por gigantes como VPorts, Vale, Samarco, Portocel, ArcelorMittal e Imetame.
Ponto de Vista
O lançamento do Atlas Portuário do ES pela Findes joga luz sobre o verdadeiro motor da economia capixaba e reforça a importância da nossa infraestrutura para o Brasil. Mostrar que o Espírito Santo cresceu o dobro da média nacional em movimentação de cargas prova a eficiência e a resiliência dos nossos terminais, que geram milhares de empregos legítimos em solo capixaba.
O planejamento estratégico de longo prazo e a união entre a iniciativa privada e o setor público são fundamentais para atrair novos negócios e investidores. Com mais de R$ 6,4 bilhões em investimentos previstos, o Estado não apenas protege sua tradição exportadora, mas se consolida de forma inteligente como o hub logístico mais competitivo e atraente da Região Sudeste.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Siumara Gonçalves e Anderson Barollo | Foto: Divulgação/FINDES | Redação: Informe Capixaba


