Bolsas de residência no Cais das Artes estão com inscrições abertas para a segunda edição do Edital Bolsa Residência Pessoa Educadora/Pesquisadora – Formação, Pesquisa e Inclusão Produtiva, oferecendo 16 vagas com auxílio mensal de R$ 2.800. A iniciativa busca selecionar profissionais e interessados nas áreas de arte, cultura e mediação para uma experiência de seis meses em Vitória, articulando formação continuada, prática profissional e pesquisa aplicada no equipamento cultural.
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Bolsas de residência e atuação prática abrem novas oportunidades de formação no Cais das Artes em Vitória
Com inscrições gratuitas abertas até o dia 27 de setembro de 2026, exclusivamente pela plataforma Co.liga, o programa é voltado para moradores do Espírito Santo com 18 anos ou mais. A carga horária é de 30 horas semanais, distribuídas entre atividades formativas, pesquisa, visitas técnicas e ações de mediação cultural e acolhimento de públicos no espaço. O valor da bolsa cobre despesas de deslocamento e alimentação e é financiado pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI).
O edital contempla uma equipe multidisciplinar e reserva vagas para ações afirmativas — destinadas a pessoas negras, indígenas, com deficiência e LGBTQIAPN+ —, além de contemplar egressos do 1º Curso de Formação em Mediação Cultural do Cais das Artes, graduados em Artes Visuais pela Ufes e moradores de territórios vizinhos.
Cronograma e critérios para participar do programa de residência cultural
O processo seletivo prevê avaliação das candidaturas entre 28 e 30 de setembro, com divulgação do resultado final em 5 de outubro e início das atividades previsto para 14 de outubro. Os interessados devem criar uma conta na plataforma Co.liga e preencher integralmente o formulário online disponível no site oficial da iniciativa.
Projeto Canais das Artes: conheça a estrutura e para que serve o novo espaço cultural
O projeto Cais das Artes — muitas vezes chamado de Canais das Artes devido à sua localização marcante à beira do canal da Baía de Vitória — foi concebido para ser um polo de relevância internacional em arte, educação e convivência no Espírito Santo. Com cerca de 30 mil metros quadrados de área total e assinado pelo renomado arquiteto Paulo Mendes da Rocha em estilo brutalista, o espaço serve para abrigar grandes manifestações culturais e conectar a comunidade à produção artística global.
O complexo cumpre essa função reunindo instalações de ponta: um museu com cerca de 3 mil metros quadrados divididos em cinco salas e recursos modernos como pontes rolantes para obras de grande porte, um teatro equipado para 1.300 espectadores com foco em ópera, dança e concertos, e uma grande praça aberta com mais de 20 mil metros quadrados. Aberto de quinta a domingo com entrada gratuita mediante retirada digital, o espaço já estreou recebendo a exposição mundial “Amazônia”, de Sebastião Salgado, e o programa de arte pública Ala Mar com obras de Raul Mourão e Rick Rodrigues.
Ponto de Vista
É indescritível a emoção de ver o nosso Espírito Santo ganhar uma projeção cultural tão grandiosa. Sempre soubemos da força e da resistência da nossa cultura — que pulsa nas ruas através da capoeira e dos blocos tradicionais —, mas hoje testemunhamos uma verdadeira transformação estrutural no coração do estado. Ver o Palácio Anchieta abrindo suas portas para a arte, a imponência histórica do Teatro Carlos Gomes, a sofisticação acústica da Casa da Música Sônia Cabral e, agora, o Canais das Artes consolidando-se como um polo de relevância internacional mostra que o nosso acervo cultural e arquitetônico alcançou um patamar histórico.
Mais do que paredes de concreto e espaços deslumbrantes, o que emociona é perceber o cuidado com a base dessa pirâmide: iniciativas como a oferta de bolsas de residência no Canais das Artes provam que o estado não está apenas construindo palcos, mas investindo de verdade nas pessoas. Dar suporte financeiro, formação e pesquisa aplicada para educadores e pesquisadores é um recado claro de que vale a pena sonhar e produzir arte em solo capixaba. É a cultura respirando forte, gerando oportunidades reais e abraçando o futuro com a certeza de que já deu certo.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Tati Beling, Danilo Ferraz e Karen Mantovanelli | Foto: Secult | Redação: Informe Capixaba


