O Cine.Ema em Vargem Alta transforma a Reserva Ambiental Águia Branca em um espaço singular de aprendizado, cultura e conservação da Mata Atlântica. Em sua 12ª edição, o Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo promove, no dia 18 de setembro, uma programação totalmente gratuita dedicada à educação ambiental, aos saberes tradicionais e à urgência de repensar nossa relação com o planeta. O encontro reúne lideranças indígenas, educadores e cientistas para uma imersão completa no território capixaba.
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Cine.Ema Em Vargem Alta Une Saberes Indígenas E Conservação Ambiental
Sob o conceito “Ancestralizar”, que norteia todas as atividades desta edição, o Cine.Ema em Vargem Alta propõe uma experiência que vai além das salas convencionais. A programação começa das 10h às 11h com a roda de conversa “Ancestralidade, Território e Oralidade – O olhar que vem do território”, conduzida pelo educador e líder indígena Jocelino Tupinikim e pela cineasta Beka Munduruku. O painel debate o papel da memória, da identidade e do audiovisual feito pelos próprios povos originários na proteção das florestas.
Na sequência, das 11h30 às 13h, o público é convidado a participar de uma Vivência na Mata. Com caminhada contemplativa, banho de floresta e exercícios de percepção sensorial e escuta do silêncio, a atividade busca conectar os visitantes diretamente aos ciclos naturais da Reserva Águia Branca. Após a experiência na vegetação nativa, será servido um almoço especial inspirado nos sabores característicos do bioma da Mata Atlântica às 13h30.
Ciência, Futuro E Compromissos Para A Regeneração Da Mata Atlântica
No período da tarde, às 15h, o professor titular de Ecologia da UFRJ e curador do Museu do Amanhã, Fábio Scarano, lidera o debate “A volta à casa”. Scarano, que possui histórico nos painéis globais da ONU sobre clima e biodiversidade, aborda como a Mata Atlântica pode transicionar de um ponto crítico de ameaça (hotspot) para um centro de esperança climática (hopespot) por meio da regeneração e do engajamento comunitário.
O encerramento do ciclo de debates acontece às 16h com a mesa “Ancestralizar a Floresta – compromissos para o futuro”, reunindo Fábio Scarano, Jocelino Tupinikim e Beka Munduruku. O diálogo integra a ciência acadêmica ao conhecimento tradicional para traçar metas reais de conservação. A ação descentraliza a produção cultural no Espírito Santo e esquenta os motores para o dia 19 de setembro, quando o local recebe o espetáculo “Orquestra na Floresta”, com a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo e cinema ao ar livre.
Historia Do Cine.Ema E Seu Papel Na Formacao Socioambiental Capixaba
O Cine.Ema nasceu como o primeiro Festival Nacional de Cinema Ambiental do Espírito Santo, fundamentado na proposta de integrar a linguagem audiovisual à preservação da natureza. O nome do projeto rende homenagem a um dos maiores ícones paisagísticos e naturais do estado: a famosa Pedra da Ema, localizada no bucólico distrito de Burarama, em Cachoeiro de Itapemirim. A emblemática falha rochosa, que projeta a sombra de uma grande ave conforme a luz solar incide na montanha, inspirou a criação do evento para atuar como símbolo de proteção socioambiental.
Ao longo de sua trajetória, o festival consolidou-se como uma importante ferramenta de transformação cultural e educativa. O projeto atua por meio da exibição pública e gratuita de mostras de curtas-metragens, debates socioambientais, produções animadas voltadas para o público infantil e oficinas pedagógicas em escolas públicas da rede estadual e municipal. Com edições itinerantes que percorrem reservas biológicas, praças públicas e parques ecológicos do Espírito Santo, o Cine.Ema alia arte, ciência e literatura, aproximando crianças, jovens e comunidades da rica biodiversidade do bioma Mata Atlântica.
Ponto de vista:
A realização do 12º Festival Cine.Ema na Reserva Águia Branca destaca Vargem Alta como referência nacional em ecologia, cultura e educação. A integração entre a sabedoria dos povos originários e a pesquisa científica fortalece o ecoturismo, valoriza a preservação da Mata Atlântica e demonstra a relevância de descentralizar grandes eventos para o interior do Espírito Santo.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Lorena Meireles / Assessoria de Imprensa | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


