O Prêmio IEL realizou sua etapa estadual na ultima quinta-feira (3), em Vitória, reunindo lideranças empresariais, acadêmicos e estudantes para reconhecer as melhores práticas de estágio, formação profissional e inovação corporativa do Espírito Santo. A solenidade, promovida pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-ES), destacou projetos que conectam a produção científica das instituições de ensino às necessidades reais do mercado produtivo capixaba.
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Durante a abertura oficial do encontro, o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona, ressaltou que a qualificação e a retenção de talentos continuam no topo das preocupações do empresariado. Segundo o dirigente, a evolução acelerada das tecnologias exige que a formação profissional acompanhe o ritmo das fábricas e dos centros de tecnologia. A atuação do instituto surge justamente como essa ponte estratégica entre o conhecimento acadêmico e as soluções operacionais exigidas pelo setor industrial.
A superintendente do IEL-ES, Géssica Germana, comemorou o crescimento do evento no estado, ressaltando que o volume de trabalhos inscritos dobrou em relação às edições anteriores. Esse avanço demonstra a consolidação da cultura de inovação entre as companhias locais e o compromisso dos gestores em apostar na juventude como motor de transformação econômica. Representando a coordenação nacional, a analista de Desenvolvimento Industrial, Isabelle Melo, elogiou o nível técnico das iniciativas capixabas e convidou os finalistas para a etapa nacional, marcada para o dia 2 de dezembro, em Curitiba.
Como o Prêmio IEL Transforma o Mercado e a Formação no ES
A estrutura da premiação foi dividida em três eixos estratégicos para contemplar todo o ecossistema de aprendizado e aplicação prática: Estágio Inovador, Educação Inovadora e Estagiário Inovador. Na categoria voltada para programas corporativos de excelência, a ArcelorMittal Brasil conquistou o primeiro lugar pelo desenvolvimento de metodologias diferenciadas de acolhimento e treinamento. A Biancogres Cerâmica ficou na segunda colocação, seguida pela Timenow Engenharia em terceiro lugar.
No pilar de Educação Inovadora, dedicado às instituições de ensino que preparam seus alunos para os desafios contemporâneos das cadeias produtivas, a Universidade Vila Velha (UVV) sagrou-se campeã estadual. O Centro Universitário Multivix garantiu o segundo lugar, reafirmando o papel central do ensino superior capixaba na preparação de quadros qualificados para a economia regional.
Projetos Campeões e Categoria Estagiário Inovador
O ponto alto da cerimônia foi a apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos próprios acadêmicos dentro das indústrias. Além do troféu de reconhecimento, os três primeiros colocados na categoria Estagiário Inovador receberam premiações em dinheiro nos valores de R$ 3.500, R$ 2.500 e R$ 1.000, respectivamente, valorizando o empenho e a viabilidade técnica das propostas apresentadas.
A estudante Emilly Sales Guimarães, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) – Campus Cariacica, alcançou a primeira colocação com o projeto intitulado “Modelo Quantitativo de Gestão de Risco em Movimentações de Máquinas Móveis na Aciaria”, aplicado na ArcelorMittal. A pesquisa desenvolveu parâmetros de segurança operacional que reduzem riscos e otimizam processos críticos na área siderúrgica.
O segundo lugar ficou com Bruna Ramalho Ribeiro da Silveira, aluna do Ifes – Campus Vitória, que apresentou o estudo “Implementação do monitoramento de tensões residuais nos cilindros de laminação do tipo CPC por meio do método de emissão acústica”. A inovação permite antecipar desgastes e evitar paradas não planejadas nos equipamentos industriais.
Completando o pódio, Felipe Goes Zanetti, também estudante do Ifes – Campus Vitória, obteve a terceira colocação com o trabalho “Despoeiramento Sinterização: Simulação de fluxo 1D pelo Flownex”. O projeto utilizou modelagem computacional para aprimorar o controle ambiental e a eficiência energética no processamento de matérias-primas.
A banca examinadora avaliou os projetos com base em critérios rígidos, incluindo originalidade, impacto econômico e ambiental, proatividade dos estudantes, colaboração em equipe e capacidade de implementação nas rotinas das empresas. A integração entre o ecossistema de ensino e a indústria fortalece a economia do Espírito Santo e projeta o estado como referência em formação profissional de alta performance.
Ponto de Vista
O fortalecimento da integração entre a academia e o setor produtivo representa um divisor de águas para o desenvolvimento do Espírito Santo. Quando indústrias de grande porte abrem espaço para que estudantes do ensino técnico e superior apliquem soluções reais de engenharia e gestão, o resultado é ganho imediato de eficiência, redução de custos e formação de lideranças altamente preparadas. Iniciativas dessa natureza demonstram que investir no talento jovem é a estratégia mais segura para garantir a competitividade, a inovação contínua e a geração de valor em nosso estado.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Yan Carlos Barbosa / FINDES | Foto: Thiago Guimarães / FINDES / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


