A Samarco avança na estratégia de transição energética ao iniciar a utilização de energia eólica fornecida pela Casa dos Ventos, uma das maiores desenvolvedoras de soluções renováveis do Brasil. A iniciativa fortalece a matriz elétrica da mineradora por meio de um acordo de autoprodução societária, reforçando seu compromisso com a descarbonização, sustentabilidade ambiental e eficiência operacional no Espírito Santo e em Minas Gerais.
Nota da redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento.
Através do novo contrato, a mineradora passará a receber de imediato 45 MW médios de energia limpa. Com essa incorporação, a fonte eólica passará a responder por cerca de 30% do consumo elétrico total da empresa. A medida prepara a infraestrutura da companhia para o aumento gradual de produção previsto para os próximos anos, mantendo o fornecimento de energia 100% vindo de fontes renováveis.
Descarbonização e Metas Ambientais da Samarco na Transição Energética
A consolidação da parceria com a Casa dos Ventos trará impactos diretos na redução do impacto ambiental da atividade mineradora. Ao longo da vigência do contrato, o uso da energia gerada pelo complexo eólico evitará a emissão de aproximadamente 2,45 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera.
A ação está alinhada às metas corporativas globais da mineradora, que prevê reduzir em 30% a intensidade de suas emissões de gases de efeito estufa até 2032 (tendo como ano-base 2015) e alcançar a neutralidade total de carbono (Net Zero) até o ano de 2050.
Previsibilidade Financeira e Competitividade Industrial
Além dos benefícios ecológicos, a diversificação da matriz energética assegura estabilidade operacional e competitividade no mercado internacional de minério de ferro.
Segundo o diretor Financeiro, de Estratégia e Suprimentos da Samarco, Gustavo Selayzim, o contrato garante previsibilidade de custos e segurança energética para sustentar o crescimento das operações. Da mesma forma, o diretor Comercial da Casa dos Ventos, Rene Abrantes, ressalta que o modelo de autoprodução comprova como os recursos naturais do Brasil podem impulsionar a competitividade da indústria pesada nacional com menor pegada ecológica.

Conheça um Pouco da História Dessa Marca
A Samarco Mineração é uma das empresas mais emblemáticas e discutidas do setor de mineração no Brasil. Fundada em 1977, ela é uma joint venture de capital fechado controlada em partes iguais (50% cada) por duas gigantes globais do setor: a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Brasil.
Abaixo estão listados os principais aspectos históricos, o impacto do desastre ambiental e o cenário operacional e financeiro atual da companhia:
1. Modelo de Negócio e Inovação Histórica
- Atuação integrada: O principal produto da Samarco são as pelotas de minério de ferro, insumo de alta qualidade utilizado pela indústria siderúrgica global para fabricar aço.
- Logística única: A extração do minério ocorre nas minas do Complexo de Germano (região de Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais). De lá, o minério de baixo teor é processado e transportado na forma de polpa líquida através de minerodutos de quase 400 km de extensão até o Complexo de Ubu (Anchieta, no Espírito Santo). Em Ubu, o material é transformado em pelotas e exportado por um porto próprio.
2. O Rompimento da Barragem de Fundão (2015)
A trajetória da empresa foi profundamente marcada pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, em Mariana (MG).
- Impacto Humano e Ambiental: O desastre causou a morte de 19 pessoas, destruiu comunidades inteiras (como o distrito de Bento Rodrigues) e despejou cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos na Bacia do Rio Doce. A lama percorreu o rio por centenas de quilômetros até atingir a foz no Espírito Santo, tornando-se o maior desastre socioambiental da história do Brasil.
- Paralisação: Imediatamente após o rompimento, todas as operações da Samarco foram suspensas por órgãos reguladores e pela justiça.
3. Reparação e Acordos de Indenização
A empresa vem executando um longo processo de reparação financeira e ambiental na região afetada:
- Novo Acordo do Rio Doce: Um pacto amplo e definitivo para a resolução de danos foi estabelecido.
- Programa Indenizatório Definitivo (PID): A mineradora implementou o PID, que prevê uma indenização individual em parcela única de R$ 35 mil para pessoas físicas e jurídicas elegíveis atingidas pela tragédia.
- Recuperação Ambiental: A Samarco assumiu o compromisso de cercar e restaurar mais de 5.000 nascentes e recuperar 50.000 hectares de florestas nativas na bacia hidrográfica prejudicada.
4. Cenário Operacional e Financeiro Atual
Após passar cinco anos completamente paralisada, a Samarco iniciou uma retomada gradual e tecnológica de suas atividades a partir de dezembro de 2020.
- Nova Tecnologia: O retorno operacional ocorre sob a premissa de um sistema modificado, que realiza a filtragem e o empilhamento a seco de rejeitos, permitindo a produção sem a utilização de barragens de mineração tradicionais.
- Nível de Produção: A companhia opera com 60% de sua capacidade produtiva e executa um plano de investimentos robusto, estimado em R$ 13,8 bilhões, para reativar usinas e alcançar 100% da sua capacidade instalada (27 milhões de toneladas por ano) a partir de 2028.
- Situação Financeira: Apesar de a produção e as vendas estarem se consolidando em patamares mais elevados, os balanços financeiros da empresa ainda refletem o peso do passivo de suas reparações e de sua reestruturação judicial, registrando prejuízos líquidos pontuais mesmo diante de receitas trimestrais na casa dos US$ 469 milhões.
Ponto de Vista
O avanço da Samarco rumo à energia eólica e à neutralidade de carbono demonstra como a grande indústria pode se reinventar e liderar pelo exemplo. Ao aliar crescimento econômico com responsabilidade socioambiental, a mineradora fortalece a sustentabilidade dos territórios capixaba e mineiro, inspirando toda a cadeia produtiva regional a adotar práticas mais limpas e inovadoras.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Assessoria de Comunicação Samarco | Foto: Vestas / Nitro / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


