AJEB-ES lança coletânea especial para resgatar e valorizar a trajetória de personalidades femininas que deixaram marcas profundas na história regional, nacional e internacional. A obra “Mulheres Transformadoras”, idealizada pela coordenadoria estadual da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-ES), reúne os textos de 64 autoras de diversas regiões do país, incluindo 46 escritoras capixabas, para homenagear 62 mulheres que revolucionaram suas épocas por meio da coragem, ciência e arte.
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O lançamento oficial no Espírito Santo acontece nesta sexta-feira, 28 de agosto, às 19h, na Câmara Municipal de Vitória. Posteriormente, a publicação ganha projeção nacional ao ser apresentada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no dia 8 de setembro. Nas 280 páginas do livro, os leitores encontram crônicas, contos, ensaios e artigos que cobrem desde nomes fundamentais da história capixaba — como Maria Ortiz, Carmélia Maria de Souza, Haydée Nicolussi e Judith Leão Castelo Ribeiro — até ícones globais, a exemplo de Simone de Beauvoir, Frida Kahlo, bell hooks e Marie Curie.
A seleção das personagens ocorreu por meio de um edital de chamamento promovido pela AJEB-ES, garantindo que cada coautora pesquisasse o legado de personalidades já falecidas e com comprovada relevância social. Segundo a organizadora da obra e presidente da entidade no Estado, Gracinha Neves, a coletânea funciona como ponte e farol para resgatar vozes femininas que por muito tempo foram silenciadas pela historiografia tradicional.
AJEB-ES Promove Visibilidade e Protagonismo para a Autoria Feminina no ES
Fundada em 8 de abril de 1970, na cidade de Curitiba, pela jornalista e escritora Hellê Vellozo Fernandes, a entidade nasceu logo após sua participação na Reunión Mundial de Periodistas y Escritoras, realizada no México — evento internacional que deu origem à Associação Mundial de Mulheres Jornalistas e Escritoras (AMMPE). Inspirada por essa iniciativa global, Hellê decidiu criar no Brasil um espaço institucional dedicado exclusivamente à valorização intelectual, artística e profissional das mulheres das letras. Ao longo de mais de cinco décadas de trajetória contínua, a AJEB consolidou-se como uma das maiores e mais influentes redes de autoras do país, contando atualmente com mais de 700 associadas ativas distribuídas em mais de 20 estados brasileiros.
Guiada pelo histórico lema “A perenidade do pensamento pela palavra”, proposto por Maria Eunice Müller Kautzmann, fundadora da AJEB-RS, a instituição vai além do papel tradicional de uma entidade de classe. Ela opera como um espaço de pertencimento, expressão e fortalecimento mútuo por meio da literatura e do jornalismo.
Sua estrutura descentralizada funciona por meio de coordenadorias estaduais autônomas — iniciadas pelo Ceará em 1974 e expandidas para o Espírito Santo —, que promovem saraus, coletâneas, lançamentos de livros e projetos culturais alinhados às diretrizes nacionais. Além de impulsionar publicações e criar pontes entre gerações de escritoras, a trajetória da AJEB caminha lado a lado com a história do protagonismo feminino no Brasil, reafirmando o ato de escrever como uma poderosa ferramenta política e social para a construção de uma cultura mais justa, plural e sensível.
Trajetória Histórica e a Força da Literatura Feminina no Brasil
Para a presidente nacional da instituição, Irislene Castelo Branco Morato, a publicação de antologias literárias é um marco essencial para garantir equidade social e visibilidade ao trabalho intelectual desenvolvido por mulheres ao longo das décadas.

O evento de lançamento na Câmara de Vitória contará com a distribuição gratuita de exemplares do livro aos presentes, respeitando o limite da tiragem da edição, e conta com o apoio institucional da Academia Feminina Espírito-santense de Letras (AFESL) e do projeto Vida Livresca.
Ponto de vista
O lançamento do livro "Mulheres Transformadoras" pela AJEB-ES é um evento de imensa relevância cultural e histórica para o Espírito Santo. Ao dar visibilidade e voz tanto às autoras contemporâneas quanto às grandes personagens do passado, a publicação não apenas enriquece a literatura capixaba, mas também reafirma a escrita feminina como uma ferramenta indispensável de transformação, memória e justiça social.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: José Roberto Santos Neves / AJEB-ES | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


