A peça teatral em São José do Calçado “Quem vê, escuta!?” será encenada nos dias 20 e 21 de agosto na Biblioteca Municipal Homero Mafra. As apresentações acontecem na quinta-feira (20), às 8h e 9h, e na sexta-feira (21), às 8h, 9h e 12h30, sendo direcionadas prioritariamente aos alunos da rede pública de ensino, com idade entre 6 e 12 anos. O projeto, aprovado no Edital de Incentivo à Leitura da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES), conta com acesso totalmente gratuito e também está aberto para toda a comunidade prestigiar.
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A montagem cênica tem como proposta central valorizar a identidade cultural do município capixaba, conhecido em todo o Estado como a “Cidade dos Escritores”. A dramaturgia reúne e adapta três obras de autores regionais: Memórias de um menino pobre que sonhava ser um grande escritor, de Pedro Teixeira (in memoriam); O tapete de Zezé, de Pedro Nunes; e A menina que arvorava, conto inédito escrito por Carlos Fonseca. O espetáculo busca resgatar a linguagem simples, lírica e profundamente criativa do povo calçadense, celebrando a memória e a produção literária local.
Peça teatral em São José do Calçado une tradição literária e tecnologia
Uma das grandes novidades trazidas pela produção é a inserção de uma personagem inusitada e moderna na narrativa: a Inteligência Artificial. A proposta dialoga diretamente com o cotidiano da nova geração de crianças e jovens, conectando inovação tecnológica ao resgate das memórias e expressões populares. A interpretação e o trabalho de contação de histórias ficam a cargo das experientes atrizes Ivny Matos e Priscilla Arranz, profissionais que acumulam mais de 25 anos de carreira no cenário cultural capixaba. A produção conta ainda com a atuação e a sonoplastia da jovem atriz Vany Sara, integrante do tradicional Grupo Teatral Calçado de Pé no Chão.
Além das encenações no espaço da biblioteca, a programação reserva momentos marcantes de interação direta entre o público e os criadores. No dia 21 de agosto, às 11h30, ocorre uma sessão especial acompanhada de um bate-papo com os autores Pedro Nunes e Carlos Fonseca, além da presença de Ângela Tavares, representando o legado de Pedro Teixeira (in memoriam). Encerrando o ciclo de atividades culturais, às 18h do mesmo dia, o escritor Carlos Fonseca fará o lançamento oficial do seu livro O peso do corpo na sede da Academia Calçadense de Letras.
A importância cultural de São José do Calçado no Espírito Santo
O nome do espetáculo traz uma expressão regional amplamente difundida entre os moradores mais antigos de São José do Calçado: “Quem vê, escuta!?”. A frase costuma ser utilizada popularmente como um aviso prévio ou conselho dos mais velhos sobre algo que está prestes a acontecer. Ao incorporar esse dito popular ao título da peça, a produção reforça o sentimento de pertencimento e preserva a oralidade típica da região Sul do Espírito Santo.
A ocupação artística da Biblioteca Municipal Homero Mafra teve início em meados de agosto e já vem gerando impactos positivos na dinâmica da cidade, promovendo a revitalização do espaço público e aproximando as crianças do universo dos livros. O incentivo à formação de novos leitores por meio de linguagens lúdicas como o teatro consolida o papel transformador da arte na educação.
A iniciativa reafirma a importância dos editais públicos de fomento à cultura para dinamizar a economia criativa nos municípios do interior do Espírito Santo. Ao proporcionar acesso gratuito a bens culturais, o projeto fortalece o turismo cultural, incentiva o comércio regional e amplia o repertório educativo das futuras gerações.
Ponto de vista:
A valorização da cultura e a formação de novos leitores no interior capixaba é impulsionada pela realização de projetos artísticos descentralizados, fundamentais para fortalecer a identidade do Espírito Santo e garantir que o interior continue a ser um celeiro de grandes talentos literários.
Valorizar a história de São José do Calçado é preservar a própria riqueza cultural do nosso Estado.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Tati Beling / Danilo Ferraz / Karen Mantovanelli / Secult-ES | Foto: Divulgação / Secult | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


