As regras da UE para gengibre passaram por mudanças importantes e exigem adequação imediata dos produtores capixabas a partir do dia 15 de outubro de 2026. O Regulamento de Execução 2026/826 determinou normas fitossanitárias mais severas para liberar a entrada de rizomas no mercado europeu, com o objetivo de evitar a bactéria Ralstonia pseudosolanacearum. Como a União Europeia absorve mais de 57% do gengibre exportado pelo estado, o Governo do Estado organizou uma força-tarefa com Seag, Idaf, Incaper e Ministério da Agricultura.
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Com as novas determinações, todo lote enviado ao exterior precisa vir de Unidades de Produção inscritas no Idaf e acompanhadas por engenheiro-agrônomo habilitado por no mínimo 60 dias antes da colheita. Também é exigido o laudo laboratorial negativo para a murcha bacteriana e a emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO/CFOC).
Como cumprir as regras da UE para gengibre no Espírito Santo
O Governo do Estado anunciou R$ 1,2 milhão em investimentos para pesquisa e sanidade vegetal. Do total, R$ 400 mil vão para o monitoramento da praga nos municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Domingos Martins. O Idaf e o Incaper já preparam os técnicos e atualizam o sistema Simlam para facilitar o cadastro dos produtores.
Em 2025, o Espírito Santo produziu 83,7 mil toneladas do produto e bateu recorde de exportação com 28,6 mil toneladas, gerando US$ 40,4 milhões. Seguir os novos passos sanitários garante a permanência do produto capixaba nos mais de 40 países atendidos pelo setor neste ano.
Documentação e cadastro junto ao Idaf
Para obter a certificação necessária, o produtor deve contratar um responsável técnico que fará a inscrição da propriedade no Idaf. Os documentos exigidos são: documento com foto e CPF do produtor, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), comprovante do imóvel (CAR ou escritura), procuração e taxa DUA paga.
O processo é feito pela internet através do portal do Idaf. A prevenção sanitária protege os lotes de rejeições no exterior e garante a renda de milhares de famílias do campo nas montanhas capixabas.
Ponto de vista
A resposta rápida do setor produtivo e do governo estadual mostra a eficiência do agronegócio capixaba.
Atender às exigências internacionais protege o mercado exterior, garante a liderança das exportações de gengibre e traz segurança financeira para o produtor rural do Espírito Santo.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Francine Castro e Rafaely Lyra Walter / Seag / Idaf | Foto: Arquivo Incaper| Redação: Informe Capixaba


