A discussão sobre a importância da educação climática ganhou um alerta global aceso pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Mesmo diante do avanço visível da emergência climática em todo o planeta, um dado alarmante revela que 47% dos currículos nacionais de 100 países analisados ainda não fazem qualquer menção ao tema. Para complicar o cenário, cerca de 20% dos professores entrevistados afirmaram que não se sentem preparados para orientar seus alunos sobre como agir diante desses desafios ambientais.
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Na contramão desse cenário preocupante de falta de preparo internacional, um negócio social brasileiro certificado pelo Sistema B vem se destacando e fazendo história. A Reconectta, por meio da iniciativa Escolas pelo Clima, impulsiona ações práticas dentro das instituições de ensino e já se consolida como a maior comunidade voltada para a educação climática do Brasil. O projeto inovador consegue reunir e engajar mais de 1 milhão de estudantes e cerca de 100 mil educadores em todo o território nacional, oferecendo formações continuadas, materiais didáticos ricos e uma forte articulação em rede.
Educação Climática e o Sucesso do Movimento Escolas pelo Clima
O movimento foi totalmente idealizado pela Reconectta, que já acumula mais de 10 anos de sólida atuação no mercado educacional de sustentabilidade. O programa Escolas pelo Clima é inteiramente gratuito e conta com inscrições online simplificadas. Ele foi estruturado justamente para apoiar as escolas na incorporação da agenda climática em seu planejamento e, ao mesmo tempo, ajudar empresas parceiras a fortalecerem seus compromissos socioambientais (ESG) por meio de soluções educacionais que podem ser facilmente replicadas e escaladas.

De acordo com Livia Ribeiro, sócia-fundadora da Reconectta e especialista na área, a iniciativa já conquistou uma presença massiva no país. O movimento está presente em mais de 480 municípios de todas as regiões brasileiras, incluindo o Espírito Santo, contando com mais de 1.500 instituições de ensino signatárias. Desse total de participantes, cerca de 70% pertencem à rede pública de ensino, mostrando o caráter democrático e a força de transformação social que a educação climática possui quando aplicada na base da sociedade.
A Força da Ação Prática nas Escolas e Empresas
A iniciativa nasceu em 2020 ao perceber que o debate ambiental urgente ainda ficava muito distante do cotidiano dos alunos. Ao aderir ao movimento, cada escola assume a responsabilidade de executar pelo menos uma ação climática prática durante o ano letivo. Em contrapartida, os educadores recebem suporte pedagógico completo, que inclui cursos introdutórios sobre mudanças climáticas, curadoria de conteúdo, grupos de troca de experiências no WhatsApp, webinários e eventos com especialistas. Em 2025, o projeto contabilizou o sucesso de 675 ações registradas de ponta a ponta no país.
A atuação pedagógica vai desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. Entre os principais produtos comerciais oferecidos pela instituição estão as trilhas de educação climática e socioambiental, divididas por ano escolar. Cada trilha funciona com 10 missões distribuídas em 20 atividades semanais, abordando temas que avançam conforme a idade, como hortas comunitárias, compostagem, gestão de resíduos e consumo consciente. Ao final do ano, as escolas recebem selos certificadores e participam de premiações que valorizam a identidade sustentável da instituição.
Ponto de Vista
Garantir que a educação climática esteja presente nas salas de aula é plantar a semente de um futuro viável para os nossos 78 municípios do Espírito Santo.
Não podemos aceitar que quase metade do mundo feche os olhos para a emergência ambiental dentro dos currículos escolares.
O chão capixaba é rico, forte e depende do equilíbrio da natureza para prosperar, seja no agronegócio ou nas nossas indústrias.
Ver uma iniciativa brasileira mobilizar mais de 1 milhão de estudantes nos enche de orgulho e mostra que a verdadeira transformação nasce da conscientização coletiva.
Nós, o povo trabalhador de todas as raças deste país, fomos colonizados no passado, mas hoje somos libertos e responsáveis por cuidar da terra que Deus nos deu.
Nossas crianças precisam crescer sabendo defender o nosso patrimônio natural e os nossos governantes e educadores devem abraçar essa causa com urgência para que o Espírito Santo continue sendo referência de cidadania e desenvolvimento sustentável H4
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Lucas Machado / Reconectta | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


