Os corredores ecológicos consolidam-se como uma das principais ferramentas de conservação ambiental no país, unindo áreas verdes para garantir a sobrevivência da fauna e da flora. A conservação da biodiversidade é um dos principais desafios ambientais da atualidade. Para enfrentar esse cenário, a Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, segue investindo na criação e manutenção, desde 2021, de corredores ecológicos, estratégia que permite conectar fragmentos de vegetação nativa e ampliar as condições para a sobrevivência de espécies da fauna e flora em diferentes biomas brasileiros.
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Como parte do compromisso assumido pela companhia de conectar 500 mil hectares de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade até 2030, a empresa já alcançou 214.367 hectares conectados até o final de 2025, o equivalente a 43% da meta estabelecida. O avanço representa um crescimento significativo em relação ao resultado registrado anteriormente. No fim de 2024, o resultado era de 157.889 hectares de fragmentos florestais, ou seja, 31,5% da meta atingida. Na prática, eles funcionam como pontes entre áreas de vegetação nativa que antes permaneciam isoladas, favorecendo o deslocamento, a reprodução e a diversidade genética.
Corredores ecológicos no Espírito Santo protegem animais ameaçados de extinção
No Espírito Santo, as iniciativas da Suzano estão inseridas no Corredor Central da Mata Atlântica, uma das áreas mais relevantes para a conservação da biodiversidade brasileira. As ações estão concentradas em áreas localizadas nos municípios de Aracruz, Conceição da Barra, Jaguaré, Linhares, São Mateus e Sooretama, promovendo a conexão entre remanescentes florestais e protegendo os habitats essenciais para diversas espécies nativas.
A conservação de espécies ameaçadas de extinção é, inclusive, um dos focos da companhia, que com o apoio da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), adotou de forma pioneira a metodologia STAR (Species Threat Abatement and Restoration) da abordagem IUCN RHINO (Rapid High-Integrity Nature-positive Outcomes), ferramenta científica utilizada para mapear áreas sensíveis, identificar espécies prioritárias e orientar ações de redução do risco de extinção.
O monitoramento de biodiversidade realizado pela companhia ao longo de décadas identificou a presença de 125 espécies ameaçadas em seus territórios de atuação. A partir de critérios técnicos, 24 delas foram selecionadas como foco de atuação. Na Mata Atlântica capixaba, nove espécies receberam atenção prioritária: o Macaco-prego-de-crista, o Ouriço-preto, a Tiriba-de-orelha-branca, o Balança-rabo-canela, a Maritaca-de-barriga-azul, o Mutum-do-sudeste, a Tiriba-grande, o Bugio-marrom e o Lagartinho de linhares.
Segundo Beatriz Barcellos Lyra, coordenadora de Sustentabilidade da Suzano, os corredores ecológicos fazem parte de uma estratégia eficiente de conservação em longo prazo. “Desempenham um papel estratégico na reconexão de fragmentos de habitat, promovendo a funcionalidade ecológica da paisagem ao viabilizar fluxos biológicos, dispersão de espécies e manutenção de processos ecológicos essenciais. Ao associar essa abordagem à aplicação da métrica STAR, conseguimos quantificar a contribuição dessas iniciativas para a redução do risco de extinção de espécies”, destaca a coordenadora.
Iniciativa ambiental capixaba ganha destaque em conferência mundial nos EUA

O trabalho desenvolvido pela empresa na área ambiental também ganhou visibilidade internacional. Um estudo técnico sobre os corredores ecológicos foi selecionado para apresentação durante o SER2025 World Conference on Ecological Restoration, principal conferência global voltada à restauração ecológica, realizada nos Estados Unidos. A participação comprova a relevância de suas ações desenvolvidas em prol da conservação e restauração de ecossistemas.
A união de tecnologia científica com práticas sustentáveis projeta o agronegócio e a indústria do Espírito Santo para patamares globais de excelência. Ao recuperar faixas de transição e investir na proteção animal nas regiões norte e central do Estado, as corporações locais colaboram ativamente com as metas globais de clima, criando um legado ambiental duradouro para as futuras gerações capixabas.
Ponto de Vista
O avanço das metas de preservação da Suzano mostra que a grande indústria pode sim ser uma aliada fundamental na proteção do nosso patrimônio natural. Ver mais de 214 mil hectares interligados por corredores ecológicos no Espírito Santo é a prova de que o desenvolvimento econômico e a sobrevivência de espécies ameaçadas, como o Bugio-marrom e o Lagartinho de Linhares, podem caminhar juntos. A grande vantagem é ver o nosso Estado virando vitrine mundial de restauração ecológica, provando que o compromisso ambiental capixaba segue em frente e que a preservação da nossa Mata Atlântica não para, mantendo a vida e a sustentabilidade a todo vapor.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Vítor De Vincentis / Assessoria Suzano | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


