Com foco nas demandas do Campo, o Governo do Brasil anunciou o repasse de R$ 1,3 bilhão para a retomada econômica das comunidades rurais de 49 municípios da Bacia do Rio Doce, divididos entre Minas Gerais e Espírito Santo. As ações foram lançadas pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, e pela presidenta da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), Loroana Santana, integrando o eixo de reparação coletiva da região.
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Os recursos são voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, assentamentos da reforma agrária, povos tradicionais e demais populações atingidas pelo rompimento da Barragem de Fundão. O foco estratégico é transformar a localidade em um modelo de atuação integrada, com ações de regularização fundiária e ambiental gratuita, recuperação de solos, fomento à agroindustrialização e assistência técnica. No primeiro ano de execução das medidas de suporte, o Programa de Transferência Rural (PTR-Rural) já destinou R$ 418,7 milhões de forma individual.
Ações estruturantes e recuperação ambiental no Campo
Dentre as principais frentes anunciadas, destaca-se o Projeto Rio Doce Sustentável, que prevê investimentos de R$ 316,1 milhões ao longo de dez anos para regularização fundiária e emissão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para 40 mil famílias. Outra vertente importante é o ProDoce, focado na recuperação da capacidade produtiva dos solos e no fortalecimento de sistemas agroecológicos, que receberá R$ 125,4 milhões para atender mais de 16 mil agricultores familiares que vivem e produzem no Campo.
O pacote inclui ainda R$ 49,9 milhões voltados para a reestruturação produtiva de 52 assentamentos da reforma agrária e R$ 100,8 milhões para o projeto Florestas Produtivas com Barraginhas, que visa estimular sistemas agroflorestais e a conservação da água. Para garantir a inclusão social e de gênero, o projeto Quintais Produtivos destinará R$ 57,9 milhões para estruturação de unidades produtivas agroecológicas coordenadas por duas mil mulheres rurais em situação de vulnerabilidade.
Tecnologia e inovação digital para as cadeias produtivas do Campo
O avanço tecnológico também faz parte das metas de reestruturação por meio do projeto Semear Digital. Em parceria com a Embrapa, serão investidos R$ 30 milhões na implantação de quatro centros digitais, conectividade adaptada e monitoramento geoespacial para atender 14 mil produtores das cadeias de café, cacau, pecuária e hortifrutigranjeiros. Adicionalmente, o projeto Agroindústrias e Mercados Cooperativos destinará R$ 186,7 milhões para promover a agregação de valor e comercialização dos alimentos da agricultura familiar no Campo.
Ponto de Vista:
O anúncio deste investimento bilionário representa um marco definitivo para a justiça social e a soberania econômica das famílias que dependem da terra nas regiões capixaba e mineira. Recuperar a bacia hidrográfica e reinserir milhares de trabalhadores rurais no mercado produtivo é mitigar perdas históricas com dignidade. O papel das secretarias e agências governamentais vai muito além do fornecimento de equipamentos ou repasses financeiros isolados; trata-se de um motor de planejamento, execução e coordenação de políticas públicas essenciais para o desenvolvimento do setor rural. Ao investir de forma integrada em inovação digital, sustentabilidade e regularização de propriedades, o governo fortalece a base produtiva nos municípios, garantindo que o agronegócio familiar permaneça forte, competitivo e ambientalmente responsável.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Governo do Brasil / MDA / Anater | Foto: Marcelo Curia / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


