A Suzano, que ocupa o posto de maior produtora mundial de celulose e desponta como referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do cultivo do eucalipto, uniu forças ao Instituto Ecofuturo para celebrar um importante memorando de entendimento (MoU) com o Instituto Ekos Brasil e a prestigiada União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Essa cooperação estratégica internacional dará vida ao Sistema Integrado de Gestão de Áreas Naturais Protegidas (SIGAP), integrando de forma inédita as ações de preservação dentro da ambiciosa Estratégia de Natureza liderada pela companhia no mercado atual.
Nota da redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento.
O principal objetivo do SIGAP é reestruturar de forma inteligente todo o robusto mosaico da Suzano, que concentra hoje mais de 1,1 milhão de hectares de terras destinados exclusivamente à conservação ambiental. Com o novo sistema em operação, a companhia estabelecerá diretrizes modernas de manejo diferenciado e vai consolidar sua governança corporativa. O modelo foi pensado para unificar e priorizar indicadores de acompanhamento em tempo real, mantendo os relatórios em total harmonia com as métricas científicas globais que avaliam a saúde e o estado da natureza nas áreas privadas.
Ecofuturo e parceiros globais unificam gestão sustentável em áreas protegidas
Essa cooperação técnica chega para guiar uma transição profunda no modelo de negócios da celulose, substituindo a antiga gestão fragmentada de matas nativas por uma abordagem de paisagem integrada. O foco é reconhecer e maximizar a conservação da biodiversidade regional, impulsionar a conectividade ecológica entre fragmentos florestais, assegurar a provisão de serviços ecossistêmicos essenciais (como a regulação hídrica e o estoque de carbono) e gerar valor real para as comunidades que cercam esses territórios monitorados.
A proposta de construção do sistema inovador usará como base uma metodologia científica que combina elementos fundamentais de ecologia da paisagem, planejamento sistêmico de conservação e manejo adaptativo às mudanças climáticas. O SIGAP vai incorporar outras ferramentas e resultados já aplicados com sucesso pela Suzano no Brasil, como a consagrada abordagem IUCN RHINO, projetada especialmente para fornecer suporte técnico a grandes marcas que buscam agir de forma concreta, transparente e mensurável em prol do meio ambiente.
O tratado adota com rigor a hierarquia de mitigação, um conceito moderno que permite prevenir impactos negativos, minimizar riscos operacionais e promover de forma ativa a regeneração de ecossistemas degradados. Para Caio Zanardo, Diretor de Sustentabilidade da Suzano, a iniciativa representa um marco de evolução na governança ambiental, qualificando os processos de tomada de decisão e dando visibilidade global às frentes de pesquisa, restauração e monitoramento ecológico executadas em solo brasileiro.
Ciência e dados internacionais comandam o monitoramento da biodiversidade no país
Por trás do andamento do projeto, o Instituto Ekos Brasil, membro histórico da IUCN reconhecido por sua excelência técnica em avaliação florestal, comandará as dinâmicas de troca de conhecimento e capacitação de equipes. Em contrapartida, a IUCN entrará com o peso de suas orientações científicas baseadas nas comissões mundiais e nas regras internacionais da Lista Verde, permitindo que as práticas de campo virem referência obrigatória de preservação para o mercado privado em todo o país.
O lançamento oficial da parceria ocorreu durante uma solenidade exclusiva no Parque das Neblinas, uma famosa reserva ambiental da Suzano administrada pelo Instituto Ecofuturo. O ecossistema de sucesso fortalece o compromisso com o desenvolvimento sustentável de longo prazo, conectando soluções práticas ao conhecimento científico avançado. O modelo será levado adiante com as próximas agendas estratégicas já desenhadas para engajar atores do setor público e privado em novas frentes de proteção aos biomas locais ao longo de todo o ano de 2026.
Ponto de Vista:
A união entre gigantes da indústria e organizações científicas globais mostra que a sustentabilidade real não é feita com discursos isolados, mas com dados, governança e investimentos pesados no território. Proteger mais de 1 milhão de hectares unificando tecnologia e respeito aos serviços ecossistêmicos é um passo que coloca o setor florestal brasileiro na vanguarda da economia verde mundial. O mercado privado tem um papel insubstituível na conservação do nosso patrimônio natural.
Envie sua sugestão de pauta para: informecpixaba@gmail.com
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Vítor De Vincentis | Foto: Arquivo Suzano | Redação: Informe Capixaba


