Faltam apenas duas semanas para o encerramento da exposição Amazônia, de Sebastião Salgado, em Vitória. Uma excelente exposição que fica em cartaz no Cais das Artes até o próximo dia 5 de julho, a mostra já recebeu mais de 45 mil visitantes e se consolidou como um dos maiores acontecimentos culturais já realizados no Espírito Santo. O expressivo público confirma o interesse pela obra de um dos fotógrafos mais importantes da história contemporânea e pela experiência imersiva proporcionada pelo projeto.
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Inauguração do Cais das Artes conta com cenografia de Lélia Wanick Salgado

Amazônia também entrou para a história por marcar a inauguração oficial do Cais das Artes, novo equipamento cultural capixaba. A abertura da exposição, realizada no mês de abril, contou com a presença de Lélia Wanick Salgado, arquiteta, cenógrafa, curadora da mostra e companheira de vida e trabalho de Sebastião Salgado. Capixaba, nascida em Vitória, Lélia é responsável pela concepção expográfica dos principais projetos do fotógrafo e desempenhou papel fundamental na construção do legado artístico reconhecido mundialmente.
Mostra internacional reúne mais de 200 imagens de grande formato e trilha sonora
Resultado de anos de expedições pela floresta amazônica e do convívio com povos indígenas, a exposição reúne mais de 200 imagens de grande formato, além de trilha sonora e ambientação cenográfica que transportam o visitante para o coração da maior floresta tropical do planeta. O secretário de Estado da Cultura, Fabrício Noronha, e o diretor da OEI no Brasil, Rodrigo Rossi, destacam que o sucesso de público evidencia o papel do Cais das Artes como um espaço vivo, acessível e conectado aos grandes temas do nosso tempo.
Ponto de Vista
O sucesso estrondoso da mostra de Sebastião Salgado em Vitória é a prova definitiva de que o público capixaba tem sede de grandes eventos culturais. Entendo que inaugurar o Cais das Artes com essa exposição foi uma jogada magistral do Governo do Estado, gerando uma conexão imediata da população com um espaço que passou anos em obras. Mais do que contemplar a beleza técnica das imagens de Salgado, o visitante é provocado a refletir sobre a preservação ambiental e o respeito aos povos indígenas.
A monumentalidade do projeto de Paulo Mendes da Rocha, que agora ganha vida após tantos anos de espera e paralisações desde o início das obras em 2010, coroa a Enseada do Suá com um ícone brutalista internacional de mais de 20 mil metros quadrados.
A curadoria da capixaba Lélia Wanick Salgado deu o tom exato de sensibilidade que o museu e o teatro do complexo pediam. Sob as visões de Fabrício Noronha e Rodrigo Rossi, democratizar o acesso a um evento gratuito desse porte eleva o Espírito Santo ao circuito das grandes capitais culturais do mundo. Quem ainda não foi ao Cais das Artes tem o dever de garantir seu ingresso antes do encerramento em julho e conhecer de perto esse patrimônio capixaba.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Tati Beling, Danilo Ferraz, Karen Mantovanelli, Marcelo Andrade e Claudia Sabadini / SECULT | Foto: Felipe Amarelo | Redação: Informe Capixaba


