O mês de abril de 2026 consolidou um cenário histórico e altamente positivo para o desenvolvimento produtivo do Espírito Santo. A produção industrial do Estado registrou uma alta impressionante de 32,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, consolidando a força que a economia capixaba vem demonstrando ao longo dos últimos meses.
De acordo com os dados oficiais da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgados pelo IBGE e compilados pelo Observatório Findes, este resultado marca o décimo segundo mês consecutivo em que a indústria capixaba cresce acima de dois dígitos. Com esse desempenho avassalador, o Espírito Santo garantiu a liderança isolada do ranking nacional, superando com larga vantagem a média do Brasil, que fechou em apenas 2,7% na mesma base de comparação.
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Este avanço expressivo coloca o resultado de abril entre os dez maiores crescimentos de toda a série histórica da pesquisa industrial do IBGE, iniciada em 2003. No acumulado do primeiro quadrimestre do ano (janeiro a abril de 2026), a expansão da atividade fabril do Estado chegou a 25,3%, enquanto o acumulado dos últimos 12 meses registrou alta de 21,9% — ambas as marcas são as maiores de todo o país.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, os números confirmam a força estratégica do setor para o desenvolvimento capixaba. O dirigente ressalta que manter esse ritmo sustentável exige planejamento constante e investimentos firmes em infraestrutura logística, segurança jurídica, qualificação profissional, inovação tecnológica e melhoria contínua do ambiente de negócios.
Indústria extrativa impulsiona a força da economia capixaba com petróleo e gás
O verdadeiro motor por trás desse salto econômico expressivo está localizado no subsolo e na bacia marítima do litoral sul do Estado. A atividade extrativa disparou 49,9% na comparação com abril de 2025, puxada pelo aumento expressivo na extração de minério de ferro pelotizado, petróleo e gás natural. A produção de petróleo no Espírito Santo alcançou a expressiva marca de 293,6 mil barris por dia, o maior volume registrado desde março de 2019. O avanço foi impulsionado pelo início de novas operações estratégicas, com destaque para a produção no Campo de Wahoo, operado pela PRIO, e as atividades da FPSO Maria Quitéria, complexo sob o comando da Petrobras.
A produção de gás natural também avançou de forma histórica no Estado, atingindo 8,1 milhões de metros cúbicos por dia em abril. Esse volume representa uma alta de 7,7% em relação a março e impressionantes 106,1% a mais do que o registrado em abril do ano passado, configurando o maior volume de gás produzido desde janeiro de 2019.
O campo de Wahoo contribuiu sozinho com 30,7 mil barris por dia após o início de sua produção e a entrada gradual de novos poços em operação. Já a FPSO Maria Quitéria registrou a extração de 76,2 mil barris de petróleo por dia e 2,9 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, mostrando o peso gigante dessas plataformas para o desenvolvimento regional.
Setor de transformação reage e consolida liderança nacional do Estado
Embora o setor extrativo lidere os holofotes, a indústria de transformação capixaba também deu sinais firmes de reação em abril, interrompendo um ciclo de duas quedas consecutivas ao crescer 0,4%. Os grandes destaques ficaram com a metalurgia, que avançou 3,0% devido à maior produção de ferro-gusa e placas de aço, e com a fabricação de produtos de minerais não-metálicos, que subiu 2,5% impulsionada pelo forte setor de rochas ornamentais e granito talhado ou serrado, ladrilhos e cerâmicas. Por outro lado, o setor de alimentos recuou 6,9% e a fabricação de celulose registrou queda de 1,7% no período.
No cenário nacional, o Espírito Santo lidera o ranking de produção industrial de forma isolada com seus 32,9% de crescimento, deixando para trás estados de forte tradição industrial como Rio de Janeiro (+10,1%), Goiás (+6,2%), Rio Grande do Sul (+5,3%) e Minas Gerais (+3,7%). De acordo com economistas, a atividade extrativa capixaba tem funcionado como um poderoso escudo econômico. Enquanto os efeitos da política monetária e dos juros altos pressionam o comércio e a indústria de transformação nacional, o ritmo acelerado da extração de óleo e gás no litoral capixaba consegue mitigar esses impactos negativos e manter o Estado no topo da economia brasileira.
Ponto de Vista
Os números da indústria capixaba são simplesmente espetaculares e mostram que o nosso Estado vive um momento econômico abençoado, liderando o Brasil com muito mérito. O impacto das operações de petróleo no litoral sul, como no campo de Wahoo e na FPSO Maria Quitéria, injeta uma energia gigante na nossa economia, movimentando fornecedores locais e gerando empregos. O grande desafio agora, como bem pontuou a Findes, é aproveitar esse superciclo de crescimento para blindar a nossa infraestrutura e qualificar nossos trabalhadores. Precisamos garantir que essa riqueza do petróleo se transforme em desenvolvimento duradouro e qualidade de vida para as 78 cidades capixabas. O que você acha desse crescimento todo na sua região?
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Siumara Gonçalves | Foto: PRIO / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


