A região do Caparaó capixaba será o cenário da abertura oficial da colheita do café arábica no Espírito Santo. O evento acontece nesta terça-feira (26), no Sítio Toinzé, em Iúna, e reunirá produtores rurais, pesquisadores, extensionistas, lideranças do setor e autoridades para marcar o início da safra.
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A realização é da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e da Prefeitura de Iúna. A programação contará com palestras sobre a importância da irrigação para a sustentabilidade da cafeicultura e sobre as ações do Projeto Cafeicultura Sustentável, iniciativa que promove a adoção de boas práticas ambientais, sociais e produtivas nas propriedades cafeeiras capixabas. A cerimônia será encerrada com uma colheita simbólica, que contará com a participação das autoridades presentes.
Perspectivas positivas para a safra: Economia aquecida com a colheita do café
A safra da colheita do café arábica traz perspectivas muito positivas para os produtores capixabas. De acordo com o segundo levantamento da safra brasileira de café, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Espírito Santo deve colher 4,4 milhões de sacas de café arábica, apresentando um crescimento de 34% em relação à safra anterior.
O resultado é impulsionado pelo ciclo de alta bienalidade das lavouras, característica natural da cultura que alterna anos de maior e menor produtividade. A expectativa é de maior movimentação econômica nos municípios produtores, impulsionando atividades ligadas à colheita, beneficiamento e comercialização do café. Com mais de 26 mil propriedades cultivando café arábica, o Espírito Santo ocupa a terceira posição entre os maiores produtores da espécie no Brasil. Concentrada principalmente nas regiões de montanha, essa atividade é uma das principais bases da agricultura familiar capixaba e tem se destacado pela qualidade dos grãos produzidos.
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destacou que a abertura da colheita simboliza a força da cafeicultura de montanha e o protagonismo do Espírito Santo na produção de cafés de qualidade. “A cafeicultura arábica tem grande importância econômica e social para as regiões de montanha do Espírito Santo, especialmente para a agricultura familiar. A expectativa de crescimento demonstra a capacidade produtiva dos nossos cafeicultores e o avanço das práticas sustentáveis, da tecnologia e do manejo eficiente nas propriedades rurais”, afirmou o secretário Enio Bergoli.
Tecnologia nas montanhas: Sustentabilidade e manejo na colheita do café
Para o diretor-geral do Incaper, André Barros, a abertura colheita do café representa um momento de valorização dos produtores e de fortalecimento da cafeicultura capixaba. “A expectativa de uma safra expressiva reflete o ciclo de alta bienalidade das lavouras de café arábica, mas também evidencia a capacidade dos produtores capixabas de aproveitar esse potencial produtivo por meio de investimentos em manejo, tecnologia e sustentabilidade. A abertura da colheita do café é uma oportunidade para valorizar esse trabalho e discutir temas estratégicos, como o uso eficiente da água e a adoção de práticas que garantam a competitividade da cafeicultura nas regiões de montanha”, destaca o diretor-geral do Incaper, André Barros.
Ponto de Vista: O salto de 34% na produção de café arábica no Espírito Santo coroa o trabalho duro da agricultura familiar nas regiões de montanha. O evento em Iúna celebra mais do que o início da safra; exalta a transformação tecnológica e sustentável que o Incaper e a Seag levam ao campo. O café capixaba deixou de ser apenas uma commodity para se tornar um produto de altíssima qualidade e valor agregado, que move a economia de dezenas de municípios e orgulha o nosso Estado.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Leonardo Sales / Paula Pignaton / Foto: Arquivo Seag | Redação: Informe Capixaba


