O Espírito Santo reafirma sua posição de destaque no mercado internacional ao celebrar o Dia Mundial do Café. Com dados expressivos que colocam o estado como o maior produtor e exportador de café conilon do Brasil, a cafeicultura capixaba não apenas movimenta a economia local, mas dita o ritmo de mercados em 92 países. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), a produção estadual saltou de 12,8 milhões de sacas em 2014 para mais de 17,4 milhões em 2025, um crescimento robusto de 33% que fortalece o agronegócio no Espírito Santo. Custom Meta: Descubra como o Espírito Santo se tornou referência mundial na produção de café, liderando as exportações de conilon e alcançando mercados em 92 países.
O protagonismo do estado é evidenciado pelos números: o Espírito Santo responde por 68,9% da produção nacional de conilon e cerca de 75% das exportações brasileiras dessa variedade. Quando somamos o café arábica e o conilon, os capixabas garantem a segunda posição no ranking nacional de produção total. Esse desempenho garantiu, somente em 2025, uma receita de US$ 1,788 bilhão em exportações, sendo o principal motor da pauta agropecuária regional.
A força dos municípios do Espírito Santo na cafeicultura
A estrutura produtiva no Espírito Santo é estrategicamente dividida por clima e altitude. O café conilon domina as áreas mais quentes, com municípios como Rio Bananal, Linhares e Vila Valério na liderança da produção. Já o café arábica encontra seu refúgio nas regiões montanhosas, onde Brejetuba, Iúna e Irupi se destacam pela qualidade superior dos grãos. Essa diversidade permite que o estado atenda desde o mercado de café solúvel até os grãos especiais mais exigentes do mundo. Sugestão de Imagem: Foto panorâmica de uma plantação de café em encosta montanhosa no Espírito Santo durante a colheita.
Além do impacto financeiro, o café no Espírito Santo possui um valor social incalculável. São mais de 75 mil propriedades dedicadas ao cultivo, representando quase 70% das propriedades rurais do estado. A atividade é movida majoritariamente pela agricultura familiar, gerando emprego e renda que dinamizam as pequenas economias locais e mantêm as famílias no campo com dignidade e inovação tecnológica.
Exportação e mercado internacional do café capixaba
A presença global do produto capixaba é impressionante, alcançando destinos como Turquia, México, Bélgica e Estados Unidos. O estado tem investido pesado em assistência técnica e sustentabilidade, garantindo que o café produzido no Espírito Santo cumpra as rigorosas exigências ambientais da União Europeia e de outros mercados globais. O subsecretário de Desenvolvimento Rural, Michel Tesch, reforça que o apoio contínuo ao produtor é o que garante essa competitividade frente a concorrentes como Vietnã e Indonésia.
Para manter o ritmo de crescimento, o governo estadual foca em políticas de inovação e pesquisa, através do Incaper e da Seag. O objetivo é que o café continue sendo o símbolo da resiliência capixaba, combinando volume de produção com qualidade de xícara. O Dia Mundial do Café, portanto, é mais que uma celebração; é o reconhecimento de um setor que une tradição familiar e alta tecnologia para alimentar o mundo a partir do solo do Espírito Santo.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Leonardo Sales / Paula Pignaton / Seag | Foto: Arquivo/Incaper / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


