A Produção de petróleo no ES caminha para consolidar sua posição estratégica na economia nacional com a expectativa de atingir um novo recorde na produção de petróleo e gás natural em 2027.
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De acordo com os dados da 9ª edição do Anuário da Indústria de Petróleo e Gás Natural no ES, lançada nesta terça-feira (14) pelo Observatório Findes, o estado terá um crescimento médio de 13,5% ao ano até 2027. Este avanço é impulsionado principalmente pelas atividades offshore, que continuam sendo o coração financeiro da região, atraindo investimentos que somam R$ 38,4 bilhões até 2031.
Produção de petróleo no ES: O salto tecnológico e econômico

Conforme apontam os especialistas, o destaque para os próximos anos será a operação do FPSO Maria Quitéria, no campo de Jubarte, além dos campos de Wahoo e Golfinho. A produção de petróleo no ES é um pilar que sustenta não apenas a arrecadação de royalties, mas toda uma cadeia de 652 empresas fornecedoras.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, ressalta que o estado reassumiu a segunda posição entre os maiores produtores do país. Esse movimento gera um impacto direto no mercado de trabalho. Atualmente, o setor emprega formalmente mais de 17 mil pessoas, com um salário médio que ultrapassa os R$ 7.900,00, valor significativamente superior à média de outros setores industriais.
Descomissionamento: O novo mercado bilionário para o estado
Além do crescimento na atualização, o Anuário revela uma oportunidade inédita: o descomissionamento de plataformas antigas. Com investimentos previstos de R$ 4,8 bilhões, o Espírito Santo pode se tornar o primeiro estado brasileiro a estruturar essa cadeia de formação profissional, transformando o fim da vida útil de campos maduros em uma nova fonte de renda e inovação tecnológica.
Este processo de “aposentadoria” das plataformas deve atrair empresas especializadas em engenharia submarina e reciclagem industrial, mantendo a economia capixaba aquecida mesmo após o pico de produção previsto para 2027. A Findes e o Observatório Findes seguem monitorando esses dados para garantir que o setor produtivo esteja preparado para essas transformações.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Anderson Barollo / Rita Benezath | Foto: Hélio Filho / Divulgação | Redação: Informe Capixaba


