Avanço dos corredores ecológicos na Mata Atlântica e ES
A Suzano, maior produtora mundial de celulose, registrou um marco histórico na preservação ambiental. Em quatro anos, a companhia conectou 214.368 hectares de vegetação nativa por meio de corredores ecológicos. Essa área equivale a mais de 200 mil campos de futebol distribuídos pelos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. Somente em 2025, foram conectados 55.366 hectares, acelerando a meta de atingir 500 mil hectares até 2030. No Espírito Santo, essa iniciativa é vital para a interligação de fragmentos entre o território capixaba e a Bahia, fortalecendo a biodiversidade local.
“A iniciativa da Suzano no Espírito Santo é um exemplo de como a indústria pode atuar na restauração produtiva. Ao conectar fragmentos de Mata Atlântica no norte capixaba, a empresa não apenas cumpre metas globais, mas revitaliza bacias hidrográficas e protege o solo local. O monitoramento constante permite que o Informe Capixaba acompanhe de perto como essas ‘ilhas verdes’ se tornam novamente florestas conectadas. Esse movimento é essencial para o agronegócio sustentável da região, pois garante a manutenção de polinizadores e o equilíbrio do microclima nas comunidades rurais do entorno.”
Nota da Redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento. Postagem: 09/04/2026 | Próxima Revisão: 09/05/2026
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O papel estratégico das pontes verdes na conservação
Os corredores ecológicos funcionam como pontes verdes que conectam áreas antes isoladas. Na prática, eles permitem que espécies circulem, se alimentem e se reproduzam com segurança. Segundo a Suzano, esses corredores reconectam trechos de floresta separados por atividades humanas, como pastagens ou plantios. Ao favorecer a mobilidade da fauna, as chances de sobrevivência das espécies diante das mudanças climáticas aumentam consideravelmente. A prioridade técnica é unir áreas maiores que concentram mais espécies e fragmentos monitorados por especialistas.
De acordo com Paulo Groke, engenheiro florestal com vasta experiência em conservação: “Essa ligação permite que os animais utilizem diferentes áreas, ampliando o deslocamento da fauna, favorecendo a dispersão de sementes e pólens, e ampliando a diversidade genética e a resiliência das populações. Não se trata apenas de restaurar áreas, mas de permitir que o ecossistema funcione de forma integrada. Quando os fragmentos deixam de ser ilhas isoladas, a paisagem recupera a capacidade de sustentar vida de forma contínua”.
Parcerias e metas de sustentabilidade até 2030
A iniciativa da Suzano envolve áreas próprias e de terceiros em um modelo colaborativo. Na Amazônia, destaca-se a criação da RPPN Nova Descoberta, a maior reserva particular do Maranhão. Márcio Braga, Diretor Geral da iNovaland Brasil, reforça a importância da integração: “O nosso audacioso Programa Corredor da Mata tem como objetivo a construção do maior corredor ecológico da Mata Atlântica. Acreditamos que, para garantir o sucesso, é fundamental que ocorra uma integração regional com a formação de parcerias entre comunidades indígenas, assentamentos, proprietários rurais e órgãos públicos”.
“O diferencial estratégico da Suzano em 2026 reside na aplicação da metodologia STAR. Essa ferramenta internacional identifica exatamente quais áreas são críticas para evitar a extinção de espécies. No território capixaba e baiano, o foco em animais como o Macaco-cara-branca demonstra que os corredores não são apenas árvores plantadas, mas rotas de sobrevivência. O investimento em tecnologia de monitoramento por satélite e o uso de drones para mapeamento da cobertura vegetal garantem que cada hectare conectado contribua para a resiliência dos ecossistemas contra as variações climáticas severas.”
Giordano Automare, gerente executivo de Sustentabilidade da Suzano, ressalta que o esforço exige diálogo e confiança. “Para alcançar essa meta até 2030, precisamos unir diferentes atores em torno do mesmo propósito. Precisamos olhar para além das nossas áreas para criar corredores que beneficiem ambientalmente e socialmente todo entorno”, afirma o executivo. O monitoramento já registrou 97 espécies em risco de extinção nos territórios, das quais 19 são foco de atuação direta, como o Macaco-cara-branca e o Tatu-canastra, alinhando a empresa às metas globais de biodiversidade.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Vítor De Vincentis / Suzano | Foto: Divulgação Suzano | Redação: Informe Capixaba


