Ministra da Gestão e da Inovação destaca modernização administrativa, uso de tecnologia e responsabilidade fiscal no programa “Bom Dia, Ministra”.
A modernização do serviço público federal brasileiro entrou em uma nova fase estratégica. Durante sua participação no programa “Bom Dia, Ministra” nesta quinta-feira (2 de abril de 2026), a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, apresentou um balanço detalhado sobre a reestruturação de carreiras e a recomposição do quadro de servidores. O foco central, segundo a ministra, é elevar a capacidade do Estado em prestar serviços de qualidade à população, utilizando a inovação como motor de eficiência.
A ministra reforçou que o processo de recomposição de quadros, essencial após um período de defasagem, está sendo conduzido com rigorosa responsabilidade fiscal. “Desde que a gente chegou, mesmo essa recomposição de quadros e o processo de reestruturação de carreiras, a gente fez tudo dentro de uma lógica de responsabilidade fiscal”, afirmou Dweck. O plano prevê que os gastos com pessoal em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) se mantenham em patamares historicamente baixos, próximos a 2,6%. Custom Meta: Saiba tudo sobre a reestruturação do serviço público federal anunciada pela ministra Esther Dweck, incluindo o Concurso Nacional Unificado e novas carreiras. Sugestão de Imagem: Ministra Esther Dweck em entrevista oficial com microfone e bandeira do Brasil ao fundo.
Transformação de cargos e novas carreiras transversais
Um dos marcos desta semana foi a sanção da Lei 15.367/2026 pelo presidente Lula. A nova legislação permite a transformação de 67 mil cargos considerados obsoletos em 36 mil novas posições efetivas. Essa mudança reflete a necessidade de adaptar o funcionalismo público às demandas digitais e tecnológicas do século XXI. Além disso, foram criados 24 mil postos voltados à educação, garantindo a expansão de Institutos Federais e universidades.
A aposta em carreiras transversais — que saltaram de duas para oito — é outro pilar da gestão de Esther Dweck. Essa modalidade permite que o servidor atue em diferentes órgãos conforme a necessidade, garantindo maior flexibilidade administrativa. “Percebemos que não adiantava contratar pessoas para uma área muito específica que daqui a 10 ou 15 anos não fizesse mais sentido. Por isso, apostamos em carreiras transversais”, explicou a ministra durante a entrevista.
Concurso Nacional Unificado e Cronograma de Nomeações
A expectativa em torno do cronograma de nomeações para os aprovados no Concurso Nacional Unificado (CNU) também foi pauta. A recomposição do quadro é vista como urgente, visto que desde 2016 o serviço público federal registrou a saída líquida de mais de 70 mil pessoas. Entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026, o crescimento líquido foi de apenas 3 mil servidores, evidenciando uma gestão equilibrada entre entradas e aposentadorias.
A estratégia pactuada com os ministérios da Fazenda e do Planejamento assegura que o crescimento real das despesas fique dentro do limite de 2,5% do arcabouço fiscal. Esse planejamento permite investimentos em áreas críticas, como segurança pública e regulação, sem comprometer a saúde financeira do país. A integração de dados com estados e municípios e o uso de Inteligência Artificial também foram citados como ferramentas para otimizar a produtividade do servidor público.
Eficiência administrativa e atendimento ao cidadão
O objetivo final de todas as mudanças apresentadas por Esther Dweck é o aprimoramento do atendimento ao cidadão. Ao modernizar as carreiras e investir em tecnologia, o Governo Federal busca reduzir burocracias e acelerar a entrega de políticas públicas. A reestruturação corrige distorções salariais e funcionais que persistiam há décadas, preparando o Estado brasileiro para enfrentar desafios globais com uma estrutura mais ágil e conectada às necessidades da sociedade.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Assessoria de Comunicação Secom.FD/ Agência Brasil| Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Redação: Informe Capixaba
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