Com queda de 60% nos feminicídios em 2026, programa ‘Mulher Segura ES’ serve de referência nacional para monitoramento de agressores e proteção de vítimas.
O Senado Federal deu um passo decisivo no combate à violência doméstica ao aprovar o projeto de lei que torna obrigatório o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres, especialmente em casos com medidas protetivas de urgência. A medida, que agora segue para sanção presidencial, encontra o Espírito Santo em posição de vanguarda. O programa Mulher Segura ES, implementado pelo Governo do Estado em 2025, já utiliza essa tecnologia para garantir que as restrições judiciais sejam cumpridas com rigor e inteligência.
Tecnologia e Integração que Salvam Vidas O modelo capixaba, coordenado pelo programa Estado Presente, aposta na integração total das forças de segurança. A Secretaria da Justiça (Sejus) opera uma central exclusiva 24 horas por dia, onde policiais penais monitoram os agressores em tempo real. Qualquer violação de perímetro dispara alertas automáticos para o Ciodes e para a Patrulha Maria da Penha. O vice-governador Ricardo Ferraço destaca que essa estratégia é um fator inibidor fundamental, unindo planejamento e recursos tecnológicos para eliminar a covardia do feminicídio.
Resultados Reais: Queda de 60% nos Feminicídios Os números comprovam a eficácia da política pública no estado. Entre 1º de janeiro e 18 de março de 2026, o Espírito Santo registrou uma queda drástica de 60% nos feminicídios em comparação ao mesmo período do ano passado — foram quatro casos contra dez em 2025. Enquanto o país ainda discute a implementação nacional, o ES já colhe os frutos de uma rede de proteção sólida e ágil. Com a nova lei federal, a expectativa é que a diretriz capixaba seja replicada em todo o Brasil, fortalecendo a segurança das mulheres em âmbito nacional.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Léo Júnior / Victor Muniz | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


