Novas ferramentas de IA podem facilitar o preenchimento, mas exigem cautela dos contribuintes; saiba como evitar a malha fina com as dicas do Instituto Atlântico.
A temporada de Declaração do Imposto de Pessoa Física (DIRPF) 2026 traz uma novidade tecnológica que está mudando a forma como os brasileiros prestam contas ao Leão: a Inteligência Artificial. No entanto, o que parece ser uma facilidade pode se tornar um risco se não for utilizado com critério. O especialista Giuliano Villa Nova, do Instituto Atlântico, alerta que, embora as ferramentas de IA ajudem na organização de dados e recibos, a responsabilidade final sobre a veracidade das informações continua sendo exclusivamente do contribuinte.
Facilidades e riscos da tecnologia no acerto de contas com o Leão
As ferramentas de IA atuais conseguem ler comprovantes de rendimentos, organizar despesas médicas e até sugerir a melhor forma de tributação (simplificada ou completa). Mas o alerta é claro: a Receita Federal também utiliza sistemas de IA de última geração para cruzar dados em tempo real. Qualquer divergência entre o que a IA do contribuinte gerou e o que o sistema do governo identificou pode levar a declaração direto para a malha fina. O segredo está em usar a tecnologia como suporte, mas realizar uma conferência manual rigorosa antes do envio definitivo.
Segundo o especialista do Instituto Atlântico, o uso de assistentes virtuais para tirar dúvidas sobre legislação tributária é um dos pontos positivos, mas é preciso checar se a ferramenta está atualizada com as normas vigentes para o ano-base 2025. “A IA é uma aliada poderosa para evitar esquecimentos e erros de digitação, que são as maiores causas de retenção em malha, mas ela não substitui a atenção do declarante ou o suporte de um contador qualificado”, destaca Giuliano.
Dicas para uma declaração segura e sem erros
Em suma, a Receita Federal tem apertado o cerco contra inconsistências, e o uso consciente da tecnologia pode ser o diferencial para uma restituição mais rápida. A orientação para os contribuintes capixabas é reunir toda a documentação digitalizada, utilizar os recursos de pré-preenchimento oficial e, se optar por ferramentas de terceiros baseadas em IA, garantir que os dados sensíveis estejam protegidos por camadas de segurança digital. O prazo para entrega termina em 30 de abril, e o quanto antes o contribuinte se organizar, menores as chances de problemas com o fisco.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Giuliano Villa Nova / Instituto Atlântico | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


