O crime organizado está aprimorando táticas na Grande Vitória, e o Golpe da Falsa Central tornou-se a principal ameaça para correntistas no Espírito Santo. Utilizando softwares que mascaram o número de telefone, criminosos simulam compras de alto valor para induzir as vítimas ao erro e esvaziar contas bancárias em minutos.
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A audácia dos golpistas impressiona: eles utilizam gravações que imitam perfeitamente o atendimento de bancos renomados. O objetivo é criar um estado de pânico no cliente ao informar uma suposta compra de luxo aprovada, forçando a vítima a fornecer senhas ou realizar transferências de “segurança” que, na verdade, vão direto para o bolso dos criminosos.
Como funciona o Golpe da Falsa Central na Grande Vitória?
Para o morador do Espírito Santo, o Golpe da Falsa Central começa com uma ligação ou SMS. O diferencial deste crime em 2026 é o uso de Inteligência Artificial para clonar vozes e o uso de números 0800 falsos. Eles afirmam que uma compra de valor elevado (geralmente acima de R$ 3.000,00) foi realizada em uma loja de departamentos famosa. Quando a vítima nega a transação, é orientada a ligar para uma “central de cancelamento” que é controlada pela própria quadrilha.
É fundamental entender que os bancos nunca pedem para o cliente transferir dinheiro para “contas de segurança” ou solicitam a senha por telefone. No Espírito Santo, delegacias especializadas em crimes cibernéticos já registram um aumento de 40% neste tipo de ocorrência apenas no primeiro trimestre de 2026.
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Outra tática comum é pedir para o cliente baixar um aplicativo de “suporte remoto”. Esse software dá aos criminosos o controle total do celular da vítima, permitindo que eles acessem o aplicativo do banco e realizem empréstimos e transferências sem que o dono do aparelho perceba.
Sinais de alerta e como se proteger de fraudes bancárias

A principal arma contra o crime é a desconfiança. Se você receber uma ligação suspeita sobre o Golpe da Falsa Central, a recomendação das autoridades de segurança do ES é clara: desligue imediatamente. Não utilize o mesmo aparelho para ligar para o banco em seguida, pois os golpistas podem “prender” a sua linha telefônica. Use outro telefone ou aguarde 10 minutos.
Dicas essenciais de proteção:
- Desligue e ignore: Bancos não ligam para confirmar transações suspeitas pedindo dados pessoais.
- Verifique o extrato: Em vez de acreditar no atendente, entre você mesmo no seu aplicativo oficial e confira os lançamentos.
- Não instale nada: Jamais baixe aplicativos por indicação de alguém que te ligou.
Nota da Redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento.
- Ponto de Vista :
O Golpe da Falsa Central sobrevive quase que exclusivamente do gatilho emocional do medo e do senso de urgência fabricado. A sofisticação tecnológica das quadrilhas hoje exige que o cidadão capixaba seja muito mais rigoroso e cético com sua segurança digital do que em anos anteriores. Não estamos mais lidando com amadores; os criminosos utilizam roteiros profissionais e tecnologia de mascaramento de chamadas para invadir a privacidade das famílias na Grande Vitória e em todo o interior do Estado. É preciso que fique claro: a informação qualificada é a única barreira verdadeiramente eficaz contra o prejuízo. Instituições bancárias e operadoras de cartão de crédito possuem protocolos rígidos e jamais solicitam senhas, códigos de verificação ou transferências de ativos para "contas de segurança" sob pretexto algum. Na dúvida, o comando é um só: desligue imediatamente. Sua paz financeira e o patrimônio construído com tanto esforço valem muito mais do que qualquer pressão psicológica imposta por um desconhecido do outro lado da linha. O Informe Capixaba reforça seu papel de sentinela da informação, trazendo este alerta para que o cidadão esteja sempre um passo à frente da criminalidade digital, protegendo não apenas o seu saldo bancário, mas a sua tranquilidade emocional.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Polícia Civil ES / Febraban | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


