A indústria do Espírito Santo mantém sua trajetória de expansão e começou 2026 com um ritmo acelerado, registrando um crescimento de 14,5% em janeiro na comparação com o ano anterior. Este desempenho coloca o estado na segunda posição do ranking nacional, superando significativamente a média brasileira, que foi de apenas 0,2% no mesmo período. O resultado é reflexo direto da força da indústria extrativa e da recuperação consistente da indústria de transformação capixaba.
Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) do IBGE, compilados pelo Observatório FINDES, a extração de gás natural foi um dos grandes motores desse avanço, com alta de 16,4%. Mesmo com paradas operacionais temporárias em algumas plataformas de petróleo, o dinamismo de outros campos garantiu que o setor extrativo avançasse 21,2%. Para o presidente da FINDES, Paulo Baraona, o resultado demonstra que o estado continua entregando produtos de alto valor agregado e competitividade.
Metalurgia e exportações impulsionam a indústria de transformação
No setor de transformação, o destaque absoluto ficou para a metalurgia, que alcançou seu maior patamar de produção desde março de 2022, com alta de 13%. Esse crescimento foi sustentado pela maior fabricação de ferro-gusa e placas de aço, itens essenciais para o mercado externo. De fato, as exportações da metalurgia capixaba deram um salto de 42,4% em volume no primeiro bimestre, evidenciando uma estratégia bem-sucedida de recomposição de estoques e atendimento à demanda internacional.

Apesar do otimismo com os números internos, economistas da FINDES alertam para o cenário externo cercado de incertezas geopolíticas. A volatilidade nos preços do petróleo e o possível aumento nos custos do frete marítimo internacional são pontos de atenção para os próximos meses. Entretanto, a solidez do mercado de trabalho e a inflação em queda no Brasil criam um ambiente favorável para que a indústria capixaba continue liderando o desenvolvimento econômico nacional.
Recorde de produção e perspectivas para o mercado de commodities
Com o encerramento de 2025 na liderança industrial, o Espírito Santo reafirma sua posição estratégica como um hub de produção e exportação para o mundo. O foco agora se volta para a manutenção da produtividade e o monitoramento das tensões globais que podem impactar o custo dos insumos importados. A indústria capixaba segue resiliente, provando que a diversificação entre o setor extrativo e de transformação é o caminho para o crescimento sustentável do estado.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Anderson Barollo / Observatório FINDES | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


