Neste domingo (08), data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o Espírito Santo conhece uma história de coragem que vem das terras indígenas de Aracruz. Ana Paula Moraes Soares, do povo Tupiniquim, transformou sua realidade através da meliponicultura — a criação de abelhas nativas sem ferrão. Com o apoio da Suzano, ela não apenas conquistou sua independência financeira, mas tornou-se a principal provedora de sua família e presidente de uma cooperativa, provando que o empreendedorismo feminino indígena é uma força vital para a preservação cultural e o sustento digno. Custom Meta: No Dia Internacional da Mulher, conheça a história de Ana Paula, indígena de Aracruz que conquistou autonomia com a meliponicultura.
Transformação Através da Meliponicultura
Aos 38 anos e mãe de três filhas, Ana Paula encontrou na agricultura e nas abelhas nativas uma saída para as dificuldades do passado. Após enfrentar um divórcio e a falta de experiência no mercado de trabalho formal, ela viu no projeto de meliponicultura, apoiado pela Suzano, a “luz” que precisava. Hoje, como presidente da Cooperativa de Agricultores Indígenas Tupiniquim e Guarani de Aracruz (Coopyguá), ela lidera processos de capacitação e geração de renda, mostrando que o resgate das abelhas nativas trouxe benefícios que vão além do financeiro, auxiliando inclusive em seu bem-estar psicológico e ocupacional. Sugestão de Imagem: Ana Paula manuseando as caixas de abelhas nativas em sua comunidade em Aracruz.
Maternidade e Liderança Indígena
Conciliar a presidência de uma cooperativa com a maternidade de uma bebê de apenas dois meses é um desafio que Ana Paula encara com orgulho. Para ela, ser uma mulher indígena provedora do lar carrega um simbolismo de resistência. Ela se tornou referência para suas filhas e para outras mulheres da aldeia, reafirmando que a capacidade técnica e a sensibilidade ancestral podem caminhar juntas. O sucesso de sua trajetória é um reflexo do potencial das comunidades tradicionais quando recebem o apoio adequado para desenvolverem suas próprias vocações econômicas.
Programa de Sustentabilidade e Valorização Cultural
A trajetória de Ana Paula integra o Programa de Sustentabilidade Tupiniquim e Guarani (PSTG), uma iniciativa da Suzano que foca no fortalecimento produtivo e respeito ao conhecimento ancestral. O projeto oferece desde cursos de capacitação técnica até a doação de caixas de abelhas e assistência para a comercialização do mel. Segundo a consultora Rafaela Cavalcanti, histórias como a de Ana Paula demonstram que o acesso à capacitação abre caminhos para vidas mais facilitadas e satisfatórias, promovendo uma mudança real na estrutura social das aldeias e comunidades quilombolas do Espírito Santo.
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Vítor De Vincentis / Assessoria | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


