Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, o olhar para a saúde feminina ganha destaque, especialmente para um grupo que já soma 30 milhões de brasileiras: as mulheres na menopausa ou climatério. Segundo o IBGE, esse público representa 7,9% da população feminina no país. Nesta fase, marcada pelo fim do ciclo reprodutivo, saber escolher os alimentos corretos é uma ferramenta poderosa para preservar a memória e a concentração.
A queda dos níveis de estrogênio interfere diretamente em áreas do cérebro responsáveis pela atenção, como o hipocampo. Para combater os famosos lapsos de esquecimento e a sensação de “mente lenta”, a nutrição desempenha um papel fundamental, atuando como um escudo neuroprotetor.
Alimentos essenciais para a saúde cerebral
De acordo com a nutricionista Iná Moreira, a estratégia mais recomendada é a adoção de uma dieta rica em antioxidantes e gorduras saudáveis. O Ômega 3, encontrado em peixes como salmão e sardinha, é um dos principais aliados por reduzir inflamações e melhorar o desempenho cognitivo. O ideal é que o consumo ocorra ao menos duas vezes por semana.
Além dos peixes, as frutas vermelhas (morangos e mirtilos) e os vegetais de folhas verdes escuras são ricos em vitaminas A, C e E. Esses nutrientes combatem os radicais livres e protegem os neurônios. Outro destaque são as oleaginosas, como nozes e castanhas, que fornecem as gorduras necessárias para a manutenção das funções cerebrais durante as oscilações hormonais da menopausa.
O impacto do estrogênio além da reprodução
O estrogênio não atua apenas no sistema reprodutivo; ele é um agente neuroprotetor essencial para a plasticidade sináptica. Quando os níveis desse hormônio caem, muitas mulheres relatam o “brain fog” ou névoa mental. A psicopedagoga Danniela Rolim Medeiros esclarece que, embora esses esquecimentos gerem insegurança, eles não significam o desenvolvimento de demência.
A adoção de alimentos com fitoestrogênios, como a soja, e o uso de azeite de oliva extravirgem ajudam a regular o metabolismo cerebral. Manter uma atividade cognitiva constante e um estilo de vida ativo são fatores que, somados à boa alimentação, garantem que a mulher atravesse esse ciclo com muito mais qualidade de vida e segurança emocional.
Fatores de risco e prevenção
A ciência mostra que o risco real de perdas cognitivas depende de um conjunto de fatores: histórico familiar, controle metabólico e nível de atividade cerebral. Manter o cérebro desafiado com novos aprendizados e garantir que o prato esteja colorido e nutritivo são os melhores investimentos que a mulher pode fazer para sua longevidade.
Serviço:
Super Cérebro Longevidade
Endereço: Rua Coronel Linhares, 443, Aldeota, Fortaleza/CE
Informações: aldeota@franquiasupercerebro.com.br
Instagram: @supercerebro.aldeotace
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Luciana Franco | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba | Suporte: IA


