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Leitura: Cinco anos de vacina contra a Covid-19: mesmo após a pandemia, vacinação ainda é importante
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Informe Capixaba > Blog > Estado > Cinco anos de vacina contra a Covid-19: mesmo após a pandemia, vacinação ainda é importante
EstadoNotíciasVida & Saúde

Cinco anos de vacina contra a Covid-19: mesmo após a pandemia, vacinação ainda é importante

Última Atualização 24 de janeiro de 2026 15:59
8 min de leitura
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No próximo domingo (18) completa cinco anos do início da vacinação contra a Covid-19, estratégia responsável, de forma científica e epidemiológica, pela redução dos casos graves e óbitos pelo vírus ao longo dos anos. E, embora atualmente seja destinada a grupos específicos, a vacina contra a Covid-19 segue sendo importante na prevenção contra o vírus.

O médico infectologista e referência técnica do Núcleo Especial de Vigilância Epidemiológica (NEVE), da Secretaria da Saúde (Sesa), Raphael Lubiana Zanotti, lembrou que a vacina contra a Covid-19 “representou esperança, proteção e uma resposta concreta à maior crise sanitária da nossa geração” e que atualmente segue sendo incentivada como importante ferramenta para proteção de grupos específicos.

“É importante lembrarmos que a vacina contra a Covid-19 foi a ferramenta que permitiu salvar milhares de vidas, proteger profissionais de saúde, reduzir colapsos hospitalares e iniciar a retomada das atividades sociais e econômicas no Espírito Santo. Naquela ocasião, a vacina era a principal medida duradoura para a proteção coletiva, além de reduzir a transmissão do vírus e, principalmente, a ocorrência de muitos casos graves e superlotação dos serviços de saúde. Hoje, ela representa uma excelente ferramenta para prevenir casos graves em populações específicas, que em virtude de características pessoais ou de outras doenças, têm predisposição a desenvolver formas graves”, explicou o profissional.

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Atualmente, a vacina contra a Covid-19 está presente no Calendário Nacional de crianças de seis meses a menores de 5 anos, idosos (pessoas com mais de 60 anos) e gestantes (em qualquer período da gestação) com doses ofertadas na rotina dos serviços de vacinação. Além disso, a vacina também deve ser ofertada como reforço anual na população com mais de 5 anos de idade pertencente aos grupos prioritários.

E, mesmo já presente no dia a dia da população há cinco anos, a resistência à proteção contra a Covid-19 ainda reflete nas coberturas vacinais. A vacina tem meta preconizada de 90% pelo Ministério da Saúde para crianças menores de 1 ano, gestantes e idosos. Em 2025, os três grupos ficaram abaixo da meta no Espírito Santo. A cobertura de crianças menores de um ano foi de 2,61%; a de gestantes foi de 12,38%; e a de idosos ficou em 3,82%.

“As vacinas são eficazes e seguras e são submetidas a avaliação muito rigorosa antes da sua incorporação na rotina de uso da população e, assim como com a Covid-19, mudaram a nossa relação com diversas doenças. As pessoas devem ver nas vacinas um aliado muito importante que evita a ocorrência de muitas doenças infecciosas ou de formas mais graves dessas doenças, tanto em nível individual quanto coletivo”, reforçou o médico infectologista da Sesa, Raphael Lubiana Zanotti.

Em 2025, segundo dados do Informe Epidemiológico das Vigilâncias das Síndromes Gripais, do Programa Estadual de Imunizações, foram confirmados 163 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 em todo Estado, sendo cerca de 49,6% desse total (81) em pessoas com 60 anos ou mais e 29,4% (48) em crianças de 0 a 4 anos. No mesmo período, foram confirmados 46 óbitos de SRAG por Covid-19, desses, cerca de 63% (29) foram em pessoas com 60 anos ou mais e 4,3% (02) em crianças de 0 a 4 anos.

 

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Esquema vacina contra a Covid-19

Desde 2024, a vacinação contra a Covid-19 passou a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação de crianças maiores de seis meses a menores de 5 anos de idade (sendo a meta voltada às crianças menores de 1 ano de idade), das gestantes e idosos, e não é mais ofertada a toda população geral, como nos anos de pandemia. As doses devem ser aplicadas na rotina, disponibilizadas nas salas de vacinação.

Para as crianças maiores de seis meses a menores de 5 anos de idade, o esquema vacinal recomendado são 3 doses da vacina disponível aos 6, 7 e 9 meses de idade. Para a população a partir de 60 anos de idade a recomendação é o recebimento de uma dose a cada seis meses, independentemente da quantidade de doses prévias recebidas. Já para gestantes, a recomendação é o recebimento de uma dose em qualquer momento da gestação e em cada gestação, independentemente da quantidade de doses prévias recebidas.

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É importante verificar a situação vacinal na sala de vacinação mais próxima de sua residência.

Além desses grupos com doses na rotina, o Ministério da Saúde define que a vacina contra a Covid-19 também deve ser ofertada como reforço anual na população com mais de 5 anos de idade pertencente aos grupos prioritários por ele estabelecidos. Os grupos são: Pessoas vivendo em instituições de longa permanência (ILPI); Pessoas imunossuprimidas; Indígenas vivendo em terra indígenas; Indígenas vivendo fora da terra indígena; Ribeirinhos; Quilombolas; Puérperas; Trabalhadores da Saúde; Pessoas com deficiência permanente; Pessoas com comorbidades; Pessoas privadas de liberdade; Funcionários do sistema de privação de liberdade; Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; Pessoas em situação de rua; e Trabalhadores dos Correios.

Em relação às puérperas, são aquelas que não receberam a vacina da Covida-19 durante a gestação. Há ainda a vacinação disponibilizada às pessoas imunocomprometidas a partir de 5 anos de idade, que segue especificações como detalhadas abaixo.

  • Pessoas imunocomprometidas que estão com o esquema de vacinação completo deverão receber DUAS DOSES de vacinas Covid-19 com intervalo de seis meses entre as doses, anualmente;
  • Pessoas com idade entre 5 e 11 anos de idade, imunocomprometidas, que nunca se vacinaram deverão receber o esquema primário de TRÊS DOSES da vacina Covid-19. O intervalo entre a primeira e a segunda dose é de quatro semanas, e entre a segunda e a terceira dose, oito semanas;
  • Pessoas a partir de 12 anos de idade, adolescentes e adultos imunocomprometidos que nunca se vacinaram deverão receber o esquema primário de TRÊS DOSES da vacina Covid-19. O intervalo entre a primeira e a segunda dose é de quatro semanas, e entre a segunda e a terceira dose, oito semanas;
  • Pessoas imunocomprometidas que estão com o esquema de vacinação incompleto deverão completar o esquema de TRÊS DOSES com o imunizante disponível e a dose para a idade. O intervalo entre a primeira e a segunda dose é de quatro semanas, e entre a segunda e a terceira dose, oito semanas.

 

 

por: Syria Luppi / Luciana Almeida / Clarissa Figueiredo / Danielly Campos / Thaísa Côrtes / Ana Cláudia dos Santos/ Foto: Arquivo Sesa

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