
Em setembro, a Sessão Vitrine Petrobras abre espaço para as reflexões de uma juventude
desiludida, com o lançamento de SOFIA FOI. Estreia de Pedro Geraldo na direção de um
longa-metragem, o filme acompanha Sofia, uma jovem solitária que, sem ter onde morar ou
um ombro amigo para se apoiar, vaga pela Universidade de São Paulo, apegada ao calor das
memórias e ao seu impulso artístico como tatuadora. Premiada como Melhor Primeiro Filme
no festival francês FIDMarseille de 2023, a produção chega aos cinemas de todo Brasil em 19
de setembro.
Acompanhando 24 horas na vida da introspectiva Sofia, o filme faz um retrato cuidadoso dos
turbilhões internos da protagonista, que se apequena diante da amplitude dos espaços vazios,
na mesma medida que floresce nos pequenos gestos. Quem leva a personagem para a telona é
Sofia Tomic (“A Sentença”), que assina o roteiro com Geraldo, assim como atua como
diretora de arte e produtora, e contribui com a captação de som.
Projeto feito a poucas mãos, SOFIA FOI traz o olhar fresco e delicado de quem ainda se
lembra o que é ter 23 anos em uma cidade como São Paulo, onde a promessa dos sonhos por
vezes perde espaço para a desesperança.
Refletindo sobre luto, amores intensos e solidão, SOFIA FOI é um lançamento da SESSÃO
VITRINE PETROBRAS, uma iniciativa que mensalmente leva o cinema nacional a preços
acessíveis para espectadores de todo o país. Com uma curadoria diversificada, que preza pela
promoção de títulos inovadores e originais, o projeto tem como objetivo formar público e
democratizar o acesso à produção audiovisual brasileira.
Sinopse
Sofia, forçada a sair do apartamento em que vivia, fica à deriva nos espaços da Universidade
de São Paulo. Sem ter para onde voltar, ela passa por encontros e memórias nesse dia
determinante em sua vida.
Ficha técnica
Elenco: Sofia Tomic, Sofia Carvalheira, Hellena Kuasne, Paulo Tadashi, Jorge Neto e
Guilherme Françoso
Direção e Direção de Fotografia: Pedro Geraldo
Roteiro: Pedro Geraldo e Sofia Tomic
Produção: André Bulascoschi, Marina Kosa, Pedro Formigoni, Pedro Geraldo, Rodrigo
Lavorato e Sofia Tomic
Direção de Arte: Sofia Tomic
Som Direto: Pedro Geraldo e Sofia Tomic
Montagem: Manoela Cezar e Pedro Geraldo
Correção de cor: Gui Mohallem
Trilha sonora original: Mari Herzer
Edição de som e mixagem: Guilherme Lima de Assis
Empresa produtora: Ladaia
Empresa coprodutora: Tanto filmes
Sobre Pedro Geraldo
Nascide em Americana, Pedro Geraldo se formou em Cinema pela Fundação Armando
Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Trabalhou como diretore de fotografia em curtas e
longas-metragens que foram exibidos em festivais, como FIDMarseille (França), IFFR –
Roterdão (Holanda) e Indie Lisboa (Portugal).
Concluiu os cursos de pós-graduação em Discursos da Fotografia Contemporânea, na
Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e em Comunicação e Artes, na
Universidade Nova de Lisboa.
“Sofia Foi” é seu primeiro longa-metragem e recebeu o prêmio de Melhor Primeiro Filme no
festival FIDMarseille de 2023.
Sobre o Patrocínio | PETROBRAS
A Petrobras é uma empresa que tem como parte de sua história o apoio contínuo à Cultura,
iniciado há mais de 40 anos. O Programa Petrobras Cultural contribui ativamente para o
desenvolvimento do setor, por meio de seleções públicas e projetos convidados, mantendo
presença e diálogo com a sociedade. Nessa trajetória, a retomada da parceria com o projeto
Sessão Vitrine Petrobras marca uma nova fase do Programa, de apoio a grandes projetos.
Além da Sessão Vitrine, a empresa está também presente no segmento audiovisual em
projetos como a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na Mostra de Cinema de
Gostoso no Rio Grande do Norte e no Festival de Cinema de Vitória. Em fevereiro foi
lançado o Programa Petrobras Cultural – Novos Eixos, tornando o Programa mais robusto e
atualizado quanto às dinâmicas do setor e de nossa sociedade.
Sobre a SESSÃO VITRINE PETROBRAS
A Sessão Vitrine é um projeto inovador de distribuição coletiva de filmes brasileiros. Com
um lançamento mensal, seu principal objetivo é a formação de público, promovendo a
democratização do cinema nacional. Com ingressos a preços reduzidos, a Sessão Vitrine já
alcançou 250 mil espectadores nos cinemas e conquistou diversos prêmios no Brasil. Possui
uma rede de cinemas parceiros com mais de 20 cidades em, pelo menos, 15 estados e, através
das plataformas digitais. A curadoria da Sessão Vitrine Petrobras é feita pela criadora do
projeto e da Vitrine Filmes, Silvia Cruz, em parceria com a curadora Talita Arruda e Débora
Butruce, esta responsável pelos filmes de patrimônio. A proposta curatorial do projeto é feita
priorizando filmes brasileiros e coproduções internacionais que despertem interesse no
público, seja pela inovação do seu processo criativo, pelo seu viés autoral ou pela sua
qualidade e originalidade ao se posicionar propositadamente diante de aspectos da nossa
cultura. A escolha dos filmes visa também abraçar temáticas, gêneros e propostas estéticas
diferentes e produções de diversos estados brasileiros, proporcionando uma programação
diversificada para o público em geral. Segundo Silvia Cruz, "depois de seis anos, a Petrobras
volta a adotar a Sessão Vitrine. Isso representa a retomada do olhar das políticas públicas
para a cultura brasileira. É um indício de um novo capítulo do cinema brasileiro representado
pela Sessão Vitrine, um catalisador da diversidade formal e temática do cinema feito no
Brasil".
Sobre a Vitrine Filmes
Desde 2010, a Vitrine Filmes já distribuiu mais de 250 filmes e alcançou milhares de
espectadores apenas nos cinemas do Brasil. Entre seus maiores sucessos estão Bacurau, de
Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, Prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019; O
Processo, de Maria Augusta Ramos, que entrou para a lista dos 10 documentários mais vistos
da história do cinema nacional; e Druk: Mais Uma Rodada, de Thomas Vinterberg, vencedor
do Oscar® de Melhor Filme Estrangeiro em 2021.
Em 2020, a Vitrine Filmes iniciou um novo ciclo de expansão e renovação. Entre as
iniciativas, está o lançamento da Vitrine España, que produz e distribui longas-metragens na
Europa e o Vitrine Lab, curso online sobre distribuição cinematográfica, vencedor do prêmio
de distribuição inovadora do Gotebörg Film Fund 2021. A criação, em 2022, do selo
Manequim, focado na distribuição de filmes com apelo a um público mais amplo e,
finalmente, a Vitrine Produções, braço estratégico para o desenvolvimento, produção e
coprodução de títulos próprios. Neste sentido, o primeiro lançamento da casa foi o
documentário Amigo Secreto (DocLisboa 2022), de Maria Augusta Ramos, e atualmente já
conta com cinco projetos realizados e oito em desenvolvimento.
A Vitrine Filmes fechou o ano de 2023 com ótimos indicadores de retomada, alcançando os
melhores resultados desde a pandemia. Entre as estreias do ano, estão filmes como Nosso
Sonho, de Eduardo Albergaria, lançado pelo selo Manequim Filmes e que obteve a maior
bilheteria entre os filmes nacionais do ano, com mais de 515.000 espectadores. Também
figuram no catálogo anual a animação Perlimps, de Alê Abreu, o vencedor do Festival de
Gramado, Noites Alienígenas, de Sérgio de Carvalho, e a indicação brasileira para o Oscar,
Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, que acumula mais de 80.000 espectadores
em salas de cinema e é mais uma coprodução Vitrine Filmes. Mais de 20 filmes foram
lançados pelo grupo no ano de 2023.
Sobre a TANTO
A TANTO, fundada em 2019 como Tanto Produções, nasceu como uma trailer house e
rapidamente se tornou referência em campanhas audiovisuais para filmes. Envolvida em mais
de 100 lançamentos, como "Bacurau", "Guerra Civil" e "Anatomia de uma Queda",
atualmente colabora com empresas como Netflix, Globo Filmes e Paris Filmes. Em 2021,
criou um braço de mídia, a @TantoCinema, que hoje possui mais de 21 mil seguidores nas
redes sociais e que realiza campanhas completas incluindo social media, estratégia de
conteúdo, design e marketing de influência. Atualmente está na pré-campanha do novo filme
de Kleber Mendonça Filho, “O Agente Secreto”. Continuando sua expansão, em 2023 nasce
o selo Tanto Filmes, produtora e distribuidora que já teve filmes selecionados e premiados
em dezenas de festivais ao redor do mundo, como o Festival de Cannes, o Festival de Havana
e o FIDMarseille, de onde saiu premiada.
Com os três selos, a TANTO se torna um dos poucos casos na indústria audiovisual brasileira
que participa do processo de um filme de ponta a ponta – é produtora, distribuidora, cria a
campanha e ainda possui um veículo próprio de divulgação. A TANTO nasceu para ser a
ponte entre o audiovisual e o público, e é composta por pessoas apaixonadas pelo cinema.
Sobre a LADAIA
A Ladaia é uma produtora cinematográfica de São Paulo, Brasil, fundada em 2017 e liderada
por André Bulascoschi, Pedro Formigoni e Rodrigo Lavorato, com foco na criação e
produção de projetos autorais, tanto de ficção quanto documentário.
Seu primeiro longa-metragem, Sofia Foi, dirigido por Pedro Geraldo, conquistou o prêmio de
Melhor Obra de Estreia no FID Marseille em 2023 e desde então tem sido aclamado em
festivais internacionais e nacionais. Entre os projetos notáveis da produtora estão os curta-
metragens Perdeu, de Pedro Formigoni, exibido nos festivais de Austin, Havana e Curta Rio,
e Os Últimos Dias de Duas Amigas, que estreou no Curta Kinoforum e recebeu uma menção
honrosa de Melhor Curta Internacional no FECIMU em Buenos Aires, além de ser
apresentado em Balneário Camboriú e Helsinque.
A Ladaia está atualmente envolvida em vários projetos em diferentes fases de produção.
Destacam-se o curta-metragem Casca, uma animação dirigida por Bianca Toloi e
desenvolvida em colaboração com a VIA University, na Dinamarca, com coprodução da
SPCine, e Quem se Move, de Stephanie Ricci, filmado em Portugal, ambos com lançamento
previsto para 2024. Além disso, a produtora está desenvolvendo o longa-metragem
Explorações Silvestres, uma coprodução com o Peru, que está atualmente em fase de
financiamento; Estranho, Estranho, Estranho, de Gabriela Giffoni, em produção e
desenvolvido durante sua estadia na Elias Querejeta Zine Eskola em San Sebastián; e Los
Siento, uma coprodução com a Espanha que se encontra em fase de desenvolvimento.
Por: Simony Leite Siqueira


