
Volare Attack 8 é o protótipo do primeiro micro-ônibus autônomo da América do Sul.
O sucesso das grandes empresas foi conquistado ao longo do tempo, iniciando-se nas ideias que saíram dos papéis e se tornaram realidade. Porém, para que o sucesso fosse alcançado, foram necessários investimentos e dedicação. Por isso, o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) conta com recursos dos Fundos de Investimentos em Participações (Fips) para fazer florescer e financiar o crescimento de grandes resultados empresariais no setor produtivo do Espírito Santo.
Investida em 2021, pelo Fundo Seed4Science, que tem o Bandes como um de seus cotistas, a startup capixaba Lume Robotics está colhendo os frutos do investimento e caminha para se tornar referência no Espírito Santo, Brasil e na América do Sul no mercado de automação de veículos de portes variados.
Recentemente, a Lume apresentou protótipo do primeiro micro-ônibus autônomo da América Latina, o Volare Attack 8, que pode trafegar sem motorista. Contando com sistema autônomo de direção que será testado em operações reais, em ambientes controlados, o micro-ônibus levou dois anos para ficar pronto e pode ser operado na faixa ideal de eficiência, ou seja, reduzindo o consumo de diesel e, consequentemente, as emissões de poluentes na atmosfera.
“O investimento em 2021, do Fundo Seed4Science foi fundamental para trazer folga de caixa, conforto e confiança para avançarmos mais rápido em atingir nossos objetivos, por meio da expansão da equipe e estruturação da empresa. Além disso, a equipe do Seed4Science trouxe conhecimento técnico e estratégico para a empresa. É um orgulho enorme que a Lume seja a única empresa de todo o Hemisfério Sul que tem uma tecnologia de veículos autônomos, e que essa tecnologia seja totalmente capixaba”, afirma o diretor-executivo da Lume Robotics, Ranik Guidolini.
A tecnologia desenvolvida pela empresa utiliza seus próprios mapas e rotas, por meio de informações dinâmicas dos sensores. Assim, os veículos da Lume Robotics identificam instantaneamente esses mapas e trafegam de forma autônoma para chegar ao destino, evitando obstáculos estáticos e dinâmicos e lidando com sinalização horizontal e vertical, semáforos, faixas de pedestres e lombadas.
Potencialize sua empresa com os Fips
Um Fundo de Investimento em Participação é uma modalidade de investimento coletiva, que tem uma série de características que a difere das outras possibilidades de financiamentos tradicionais, em que alguém paga de volta o recurso que usou para investir. Via de regra, o investimento dos FIPs no começo do ciclo da empresa traz um potencial de valorização muito maior do que o investimento nas fases posteriores, apesar de envolver também muitos outros riscos.
Com o objetivo de criar valor para a empresa e, com isso, obter lucro com o seu crescimento, os FIPs têm sempre uma estratégia de investimento própria, com o foco de segmento econômico, porte da empresa a ser investida e período determinado para a sua atuação. Pelo fato de o Bandes ser um grande incentivador do ecossistema da inovação no Espírito Santo, todo o capital comprometido pelo banco capixaba em FIPs tem que ser aportado em empresas do Espírito Santo.
“O Fundo de Investimento em Participações é um tipo de investimento em renda variável, constituído sob a forma de condomínio fechado de investidores. Para investir, é necessário adquirir cotas, que poderão ser resgatadas apenas ao término da duração do Fundo ou quando deliberado em assembleia dos cotistas. O grande diferencial que deve ser destacado é que o apoio obtido pelas investidas das gestoras profissionais desses Fundos vai além do aporte de capital, oferecendo também expertise para que essas empresas se desenvolvam de forma sólida, além de gerar e aumentar o nível de emprego e renda onde se inserem”, frisou Ivone Pontes, gerente de Participações e Investimentos do Bandes.
Criatec 3: para empresas que desenvolvem tecnologias inovadoras com elevado potencial de evolução, ainda em estágios iniciais, e que precisam se estruturar para um crescimento acelerado. Áreas de foco: Tecnologia da Informação e da Comunicação (TIC), Biotecnologia, Agronegócio, Novos Materiais e Nanotecnologia. Atualmente, em fase de desinvestimento.
Primatec: para empresas de base tecnológica com alto potencial de crescimento e voltadas para o ecossistema de inovação nacional e o empreendedorismo. Este fundo apoia pequenas e médias empresas inovadoras sediadas há menos de dois anos em incubadoras e parques tecnológicos. Áreas de foco: Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Sustentabilidade e Energia, Economia Criativa. Atualmente, em fase de desinvestimento.
Seed4science: apoia empresas que atuam em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PD&I) e aplicação de produtos, processos e serviços de alta tecnologia e/ou significativo teor de inovação na solução de problemas relevantes em grandes mercados. Áreas de foco: Biotecnologia; Nanotecnologia; Internet das Coisas e materiais avançados; Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), em especial aquelas relacionadas à big data e machine learning, com verticais de aplicação em Agronegócio, Indústria, Saúde e Bem-estar e Varejo. Atualmente, em fase de investimento.
Fundo Capital Semente Coinvestimento Anjo: para empresas que desenvolvem tecnologias inovadoras com elevado potencial de evolução, em estágios iniciais e que precisam se estruturar para um crescimento acelerado. Áreas de foco: Economia Criativa; Agronegócios; Saúde e Biotech; Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); “Fintechs”; Cidades Inteligentes. Atualmente, em fase de investimento.
FIP Trivèlla M3 VC4: o fundo investe em tecnologia para setores prioritários e considerados gargalos da economia brasileira, como saúde, educação, energias renováveis e agronegócio; tecnologia para mobilidade urbana, segurança pública, cidades inteligentes e Internet das Coisas (IoT); Tecnologia para varejo e logística; Tecnologia para o mercado financeiro de empresas enquadradas no conceito de fintechs. Atualmente, em fase de investimento.
Por Bárbara Deps Bonato / Wilson Igreja Campos


