
O Estado do Espírito Santo será o primeiro do Brasil a ter uma Academia Capixaba de Letras da Diversidade . A iniciativa é da servidora pública e escritora Luciana Santos que também é professora da rede pública municipal de Vila Velha, proponente de um Coletivo literário somente de mulheres negras e ativista cultural.
A criação da Academia Capixaba de Letras da Diversidade tem como propostas tornar imortais escritores que são invisíveis para as academias de Letras tradicionais. A intenção é privilegiar pessoas com deficiência , comunidade LGBTQIA +, escritores de comunidades periféricas, indígenas, quilombolas, jovens e detentos que produzem literatura mesmo no encarceramento e etc.
Luciana Santos destaca que em geral as academias possuem um padrão mais conservador e muito padronizado para escolher seus escritores que serão imortalizados.
Segundo a servidora da prefeitura municipal de Vila Velha, é preciso descolonizar a literatura local e abraçar a diversidade como forma democrática de inscrição e seleção com critérios mais amplos e abrangentes como forma de ocupar esses espaços.
O foco da ACLD é dar visibilidade, vez e voz, espaço de fala e escrita para pessoas que produzem literatura sobre uma realidade da qual elas fazem parte .
A Academia Capixaba de Letras da Diversidade terá 50 vagas sendo as 25 primeiras ocupadas por meio de convite específico e as demais por editais . Já foram escolhidos os patronos, o regimento e o estatuto estão em fase de análise jurídica e com o apoio de Manu Alves, Igor Caldeira ( aluno da rede estadual ) e Marcelo de Azevedo que também são servidores da prefeitura municipal de Vila Velha, Luciana Santos está compondo toda a estrutura organizacional da Academia. Ela será um marco na gestão do governo do PSB com Renato Casagrande sendo a primeira Academia de Letras com pluralidade para imortalizar escritores de diversos segmentos sociais que se diferenciam pelo modo de viver , de ser e de estarem inseridos na sociedade.
por Luciana Medeiros


