
Estudos revelam relação entre covid e diabetes: a infecção pelo Sars-CoV-2 aumenta em 40% o risco de desenvolver diabetes nos 12 meses seguintes.
Desde o início da pandemia, ficou claro que pessoas com diabetes corriam risco de apresentar as formas mais graves da covid.
Logo em maio de 2020, a revista The Lancet Diabetes & Endocrinology publicou uma série de recomendações para os cuidados que os médicos deviam ter com os pacientes com diabetes, durante a pandemia.
A mesma revista avaliou o risco de morte em pessoas com diabetes ao contrair o Sars-CoV-2. foi demonstrado que pacientes com diabetes do tipo 1 correm risco de morte 3,5 vezes mais alto do que aqueles com covid, mas sem diabetes. No caso dos que sofrem de diabetes do tipo 2, esse risco foi duas vezes mais alto.
À medida que a pandemia progrediu, ficou evidente que covid e diabetes interagem de acordo com uma fisiopatologia complexa. O prognóstico da infecção pelo coronavírus em pessoas com diabetes não só é mais grave, como pode desencadear complicações como a cetoacidose e o aumento dos níveis de glicemia, eventualidades que podem levar à morte.
O mecanismo provavelmente envolve a enzima conversora da angiotensina (ACE2), na qual o vírus ancora para entrar nas células, causando a síndrome respiratória aguda. Como essa enzima está presente nas células beta do pâncreas, o coronavírus pode destruí-las comprometendo a produção de insulina, causa de hiperglicemia e cetoacidose.
Essas observações levaram à suspeita de que a infecção pelo Sars-CoV-2 pudesse causar diabetes em pessoas sem a doença.
O presente estudo revelou que a infecção pelo Sars-CoV-2 aumenta em 40% o risco de desenvolver diabetes nos 12 meses seguintes. Praticamente todos os casos foram de diabetes do tipo 2, aquele em que as células se tornam resistentes à insulina, ou o pâncreas não a produz em quantidade suficiente (no tipo 1, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina).
Fonte:
https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/


