Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceite
Informe CapixabaInforme CapixabaInforme Capixaba
Notificação Mostrar Mais
Redimensionador de fonteAa
  • Início
  • Cidades
    • Estado
    • Municípios
  • Colunistas
    • Bernada Navarro
    • Heloisa Soares
    • Régis de Oliveira
  • Cursos e Concursos
    • Serviço & Utilidades
  • Economia & Negócios
    • Agricultura
    • Emprego
    • Pesca
  • Esporte
  • Festas e Eventos
  • Brasil e Mundo
  • Pessoas
  • Polícia
  • Política
  • Tecnologia
  • Turismo e viagens
  • Saúde & Bem-Estar
  • Blog
  • Notícias
  • Mais +
    • Cultura e Lazer
    • Justiça
    • Segurança
    • Obras
    • Educação
    • Opinião
Leitura: Fake news impactam a saúde da população
Compartilhar
Informe CapixabaInforme Capixaba
Redimensionador de fonteAa
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Cookies
  • Termos de Uso
  • Fale Conosco
Buscar
  • Início
  • Cidades
    • Estado
    • Municípios
  • Colunistas
    • Bernada Navarro
    • Heloisa Soares
    • Régis de Oliveira
  • Cursos e Concursos
    • Serviço & Utilidades
  • Economia & Negócios
    • Agricultura
    • Emprego
    • Pesca
  • Esporte
  • Festas e Eventos
  • Brasil e Mundo
  • Pessoas
  • Polícia
  • Política
  • Tecnologia
  • Turismo e viagens
  • Saúde & Bem-Estar
  • Blog
  • Notícias
  • Mais +
    • Cultura e Lazer
    • Justiça
    • Segurança
    • Obras
    • Educação
    • Opinião
Tem uma conta existente? Entrar
Siga-nos
© 2022 Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Informe Capixaba > Blog > Destaques > Fake news impactam a saúde da população
DestaquesEstadoNotíciasVida & Saúde

Fake news impactam a saúde da população

Última Atualização 6 de maio de 2022 11:37
11 min de leitura
Compartilhar
Compartilhar

Por Titina Cardoso, com edição de Angèle Murad

 

Profissional de saúde segura seringa e ampola de vacina
Espírito Santo registrou queda da cobertura vacinal contra várias doenças / Foto: Lucas S. Costa

A redução dos índices de imunização de crianças contra diversas doenças no Espírito Santo, destacada pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, em prestação de contas na Assembleia Legislativa, reacende o alerta sobre o impacto das informações, principalmente as falsas, nas políticas públicas de saúde.

Em audiência pública realizada na última sexta-feira (29), Nésio apontou a queda da cobertura vacinal de crianças até um ano de idade, se comparados os últimos quadrimestres de 2020 e 2021. A cobertura da vacina pneumocócica caiu de 85,71% para 74,68% no período; a pentavalente foi de 86,93% para 70,99%; a da poliomielite, de 81,12% para 70,68%; e a tríplice viral de 85,79% para 72,62%. Para todas elas, a meta é de 95% de cobertura.

Gestores públicos e profissionais de saúde ouvidos pela reportagem atribuem a queda da cobertura vacinal no Estado e no país a um movimento de fake news (notícias falsas) que se propagou durante a pandemia envolvendo o combate à Covid-19 e a imunização contra essa doença. Esse debate foi reaquecido este ano, com o início, em janeiro, da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos no país. Especialistas alertam para os efeitos prolongados da desinformação na sociedade e as ameaças que ela traz para saúde pública:

Foto e aspas de Ethel Maciel para quem as informações falsas têm impacto na tomada de decisão das pessoas quanto a medidas de prevenção

“A desinformação leva à morte”, alerta a epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, pesquisadora, amplamente reconhecida por seu trabalho de divulgação científica sobre a Covid-19. “Essas informações falsas que circulam muito rapidamente impactam na decisão das pessoas pela tomada ou não de medidas de prevenção. Por exemplo: utilização de máscaras, vacinação, utilização de medicamentos que não são eficazes. Isso coloca em risco a vida das pessoas”, exemplifica.

Difusão mais rápida

Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos, que analisou o Twitter, demonstrou que as notícias falsas têm 70% mais chances de serem retuitadas do que a verdade.

Study: False news spreads faster than the truth (Estudo: falsas notícias se espalham mais rápido do que a verdade).

Arte com fundo azul com dados do MIT apontando que as notícias falsas têm mais chances de serem retuitadas e chegam mais rápido do que as notícias verdadeiras

O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, conta que, na imunização dos povos indígenas contra a Covid-19, o cacique de uma das aldeias visitadas pela equipe da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) disse a ele que “a mentira chega antes da vacina”.

“Ele ilustrou bem. Ele disse: ‘eu ajudo, eu acompanho, mas quando a gente chega para vacinar o indígena, a fake news já chegou’. E aí eu preciso fazer um convencimento, trabalhar, informar. A mentira chega antes porque ela é disseminada nas redes sociais. Isso, de fato, leva a um desgaste maior das equipes de saúde da família, porque não é mais só aplicar, é convencer alguém de que aquela vacina não faz mal, pelo contrário, faz muito bem à saúde”, relata Reblin.

A pesquisa do MIT aponta maior ritmo de propagação das fake news: elas chegam às primeiras 1.500 pessoas seis vezes mais rápido do que as notícias verdadeiras. Para os pesquisadores, tal velocidade se deve à “hipótese da novidade”, considerando que as pessoas estão mais propensas a compartilhar “informações novas”, status em que muitas vezes se apresentam as fake news, ao utilizar termos como “recente” e “inédito”. Ao contrário da verdade, as fake news, segundo o instituto norte-americano, geram respostas negativas, como medo e nojo.

Aspas e foto de Luiz Carlos Reblin: mentira chega mais rápido que vacina e equipes de saúde têm o trabalho também de convencer as pessoas que vacina faz bem à saúde

Impacto nas políticas públicas

E é esse o grande impacto das notícias enganosas na saúde das pessoas. Elas atrapalham na tomada de decisão pela população e também na implementação das políticas públicas pelo Estado.

Um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES) apontou que a imunização das crianças contra a Covid-19 no Espírito Santo está abaixo da meta e é desigual entre os municípios.

Apesar de não ter sido possível concluir os motivos exatos, a análise técnica e o relato dos gestores públicos apontam que a primeira causa é “a disseminação de informações falsas (fake news), que estariam provocando receio infundado dos pais para levarem seus filhos a vacinar”.

A meta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é imunizar 90% das crianças contra a Covid. Todavia, a taxa de vacinados com a primeira dose está em 50%. E apenas 23% das crianças de 5 a 11 anos estão totalmente vacinadas (dados do site Vacina e Confia, em 5 de maio de 2022).

O subsecretário Reblin confirmou que as notícias falsas sobre a vacina realmente têm prejudicado a imunização nessa faixa etária. “A fake news na vacina está mais voltada para a criança, que a vacina vai trazer algum problema de saúde para a criança e aí, como todo mundo tem uma sensibilidade maior voltada para a questão da criança, a gente percebe que tem uma dificuldade maior de superar essa informação”, explica.

Para a epidemiologista Ethel Maciel as fake news sobre a vacina da Covid impactaram também a imunização contra outras doenças. Visão essa compartilhada também pelo secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, ao analisar a queda da cobertura vacinal em crianças nos últimos meses de 2021:

Aspas e fala de Nésio Fernandes: máquina de desinformação contra vaicna infantil e vacina da Covid também impactou imunização contra outras doenças

“Nós podemos identificar que a cobertura vacinal do último quadrimestre de 2020 das vacinas de rotina foi melhor que a do último quadrimestre de 2021. A diferença foi que, no último quadrimestre de 2021, toda uma operação, toda uma máquina de desinformação que estava combatendo tanto a vacinação infantil quanto a vacinação contra a Covid-19 também afetou as outras vacinas”, disse o secretário em entrevista após a audiência pública na Ales.

“O espalhamento de notícias falsas sobre as vacinas, sobre efeitos das vacinas, sobre o que as vacinas causavam, acabaram impactando não só a vacina contra a Covid, mas as outras vacinas no Brasil também, que tiveram sua cobertura vacinal bastante diminuída. Então, são problemas que serão duradouros. Esse enfrentamento dessas notícias e desse espalhamento de notícias falsas vai perdurar muito depois da pandemia. E o que a gente vai ter de impacto disso vai além da pandemia”, opina Ethel Maciel.

Infodemia

Essa intensidade de notícias, tanto verdadeiras quanto falsas, sobre a pandemia de Covid-19 foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como infodemia. O professor Adauto Emmerich Oliveira, coordenador do Observatório de Saúde na Mídia do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Ufes, apresentou dados de março de 2020, logo no início da pandemia, que já demonstravam o excesso de informações sobre o tema na internet.

“Segundo dados da OMS, 361 milhões de vídeos foram carregados no YouTube entre fevereiro e março daquele ano (2020) com a classificação covid-19 (…). Cerca de 19,2 mil artigos foram publicados no Google Scholar (Google Acadêmico). Então, quase 20 mil artigos, quase 400 milhões de vídeos. E cerca de 550 milhões de tweets continham os termos coronavírus, covid-19 e pandemia”, relata.

Aspas e foto de Adauto Emmerich, que explica os termos infodemia e desinfodemia

“A OMS, diante dessa enormidade de informações que começou a circular, começou a perceber que tinham informações que eram adequadas e que não eram adequadas, ou seja, que eram notícias falsas e notícias corretas sobre saúde. Então ela criou um termo que é infodemia, ou seja, uma epidemia de informações. E também a desinfodemia, ou seja, essa desinfodemia era uma desinformação, uma epidêmica desinformação”, explica o professor.

Opinião x ciência

Para ele, uma das maiores dificuldades, além do excesso de informações falsas circulando nas redes, é a tendência das pessoas em acreditar em opiniões em detrimento do conhecimento científico. “O que acontece é que a imaginação da pessoa, a maneira de ela compreender, ela vai muito atrás de opiniões. Então, ela abandona a razão científica e isso acaba criando monstros”, comenta.

O professor acredita que é preciso que a população brasileira tenha uma alfabetização em ciência e em saúde para saber separar o que é opinião do que é conhecimento científico. “Ela precisa conhecer mais, porque quando ela tem que ler uma notícia para ela entender, ela acredita muito em opiniões. Opinião de uma pessoa não é uma evidência, não é um conhecimento científico embasado. ‘Ah, mas ele é médico, ele é doutor na universidade lá de não sei aonde’. Não importa. O importante é um conhecimento científico embasado”, reforça.

Para a colega de universidade Ethel Maciel, a pandemia conseguiu fazer uma aproximação das pessoas da ciência. “Eu acredito que a ciência e os cientistas deram uma resposta muito positiva durante essa pandemia, informando, fazendo divulgação científica. Eu, por exemplo, nunca pensei que conceitos epidemiológicos que a gente discutia na sala de aula, nos meios acadêmicos, fossem estar na boca das pessoas”, relata.

“Eu penso que esse foi o lado positivo desse debate e eu acredito que tanto cientistas quanto imprensa tiveram um papel muito importante na veiculação de informação correta, informação de qualidade. Eu acho que isso foi um grande ganho que nós tivemos. A ciência ficou muito mais próxima das pessoas. Eu vejo que, apesar do movimento antivacina, do movimento negacionista, a reação foi muito maior e mais positiva”, salienta.

Alfredo Chaves: Boletim Epidemiológico 25/11
Itapemirim: Hospital Menino Jesus treina equipe para casos de urgência durante o verão
Piúma divulga roteiro e horários de coleta de lixo domiciliar
Inscrições para Pré-Enem começam nesta terça-feira (09)
Conferência Municipal dos Direitos das pessoas com deficiência acontece nesta terça (20)
Compartilhe esta Notícia
Facebook E-mail Impressão
Notícia Anterior Bandes integra equipe técnica da premiação prefeito empreendedor
Próxima Notícia Governo do Estado lança 2º edital do Nossa Bolsa em 2022
Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Mantenha-se Conectado

FacebookTipo
InstagramSiga

Últimas Notícias

Passe livre no Transcol para profissionais da educação é proposto na Ales pelo deputado Fabrício Gandini.
Passe livre no Transcol para profissionais da educação é proposto na Ales Projeto de Lei nº 533/2026
Destaques Educação Estado Notícias Política
Roda de Boteco em Colatina apresenta petiscos de bares participantes do festival.
Roda de Boteco em Colatina reúne 14 estabelecimentos e novidades gastronômicas
Festas e Eventos Cidades Colatina Destaques Estado
Galeria Lilás em Anchieta é destaque em convite oficial da Câmara Municipal para a inauguração no dia 19 de outubro.
Galeria Lilás em Anchieta homenageia vereadoras nesta segunda-feira 19 de outubro de 2026
Política Anchieta Cariacica Cidades Destaques Notícias
FINDESLAB lança diagnóstico gratuito de inteligência artificial durante o FINDESLAB Day em Vitoria.
FINDESLAB oferece diagnóstico gratuito para orientar empresas no uso da inteligência artificial no Espírito Santo 2026
Festas e Eventos Cultura Destaques Estado Indústria Notícias Tecnologia
//

Uma nova experiência digital para quem busca informação de qualidade: as notícias que importam, com a leveza que você merece.

Inscreva-se na nossa newsletter

Assine nossa newsletter para receber nossos artigos mais recentes instantaneamente!

Informe CapixabaInforme Capixaba
Siga-nos
Todos os Direitos Reservados - © 2026 Informe Capixaba - CNPJ: 33.062.857/0001-95
  • Quem Somos
  • Política de Privacidade
  • Cookies
  • Termos de Uso
  • Fale Conosco
Assine nossa NewsLetter!
Inscreva-se na nossa newsletter e nunca perca nossas últimas notícias, podcasts, etc.

Zero spam, cancele a inscrição a qualquer momento.
Seja bem Vindo(a)!

Sign in to your account

Nome de usuário ou endereço de e-mail
Senha

Perdeu sua senha?

Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.