
Desde 1957 a família de Vanderli Rigoni, em Córrego da Prata, no interior de Anchieta, vem produzindo cachaça de qualidade. A mão de obra é familiar, comandada por ele, esposa e filho. Além da tradicional, a família produz aguardente de diversos aromas.
Rapadura, canela, erva doce, ameixa e a chamada misteriosa, que o produtor não revela os ingredientes empregados no preparo, que deixa a bebida com um sabor diferenciado e de cor arroxeada, são algumas opções. “Os segredo fica em família. Todos ficam curiosos, principalmente pela cor”, disse.
Rigoni ainda cultiva café, banana e cacau. A diversidade garante o sustento da família. O pouco tempo que sobre ele ajuda na confecção artesanal da bebida, que foi batizada com o nome de Pratinha, a fim de homenagear a comunidade onde reside.
A cachaça é vendida na propriedade e nas cidades da região. A família construiu uma pequena loja, ao lado do alambique, onde comercializam a aguardente em diversos formatos, tamanhos e aromas, além de licores. E a loja fica aberta todos os dias, segundo Rigoni. “As pessoas que quiserem visitar, principalmente aos domingos, podem agendar por telefone para podermos atender com mais atenção”, disse.
A produção é outro mistério, mas de acordo com o alambiqueiro, é ‘razoável’ e garante o complemento da renda familiar.
Contato: (28) 99982-6504.
Texto: Dirceu Cetto | Foto: Monique Ferbeck


