
Há pelo ano inteiro, a cada ano, datas importantes: Dia das mães, dos pais, paixão de Jesus, páscoa, dia da criança, Nossa Senhora, algum santo…do mestre… e o mês de novembro. Começa já no primeiro dia, dia de todos os santos, aqueles que passaram pela vida, sofreram e nem se tem certeza se estão bem “do outro lado”. No dia 2… ah, ali pranteamos nossos antepassados, Os que “foram” antes. Um dia de saudade, também, pois entre os santos e os que se foram, muitos deixaram sim, muita saudade. Uns dias sem feriado para conseguir alguns trocados pois as flores estavam caríssimas no dia de finados, e lá vem o Dia da Proclamação da República do Brasil – aí, só turismo se cair num final de semana. Este é seguido do dia da Bandeira do Brasil da qual o pessoal se lembra para implicar politicamente uns com os outros, embora todos se lembrem das bandeiras no futebol e nas manifestações. Mas temos também o dia de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra, tentativa de acabar com o preconceito racial e implantar a igualdade.
Nesse ínterim, o povo trabalhador pede uma folga ao Criador das criaturas e aguarda dezembro na esperança de uma gratificação aqui, um emprego temporário ali, que chegue o 13º para os empregados formalizados ou não e…mais gastos em presentes pois Papai Noel mesmo, não existe de verdade, é uma grande mentira dos pais para as crianças e, os Reis Magos, levaram para o Menino Jesus, “ouro” para que ele pudesse ter algo melhor que uma manjedoura para nascer. Manjedoura é o termo delicado para curral.
Levaram também incenso para tirar os “mau olhados” de tantos que sabiam que ele era o “prometido”, e, mirra, uma plantinha medicinal interessante. A mirra é “uma planta medicinal da espécie Commiphora myrrha, também conhecida como mirra arábica, que possui propriedades antissépticas, antimicrobianas, anti-inflamatórias, anestésica e adstringentes, podendo ser usada para dor de garganta, inflamação na gengiva, para infecções de pele, acne ou para rejuvenescimento”. Quer dizer, tudo “viraria” dinheiro para que seguissem viagem para fazer o “censo”, a contagem demográfica.
Ah, o incenso porque certamente, já nascendo sob tantos medos da concorrência entre o BEM e o MAL, os maus o procurariam para evitar que “crescesse”.
Sim, os feriados são próprios para o comércio e, o Menino Deus, cresceu tanto que hoje o usam como eterno “garoto propaganda”, uns para a alegria, o aconchego, a purificação; outros para… bem… você, como usa suas datas?- Tem black Friday por aí. Vou às compras. Depois eu conto.
Por Graça Andreatta/ Foto: blog conteudize


