
Frente Parlamentar para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes, presidida pelo deputado Gandini, garante fazer a interlocução com o governo do Estado para ampliar testes e permitir a capacitação na rede básica de saúde
No Espírito Santo, 6% ou 250 mil pessoas têm diabetes. A informação é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Em 2021, pelo menos 214 mil morreram por complicações da doença no Brasil. Os números são um sinal de alerta para uma doença crônica e silenciosa, que pode atacar os rins, o coração e a visão ou até mesmo levar à morte.
Para garantir melhor qualidade de vida para os diabéticos, o presidente da Frente Parlamentar para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes, deputado estadual Fabrício Gandini (Cidadania), recebeu entidades de apoio aos pacientes, na Assembleia Legislativa, que cobraram uma rede de atenção primária multiprofissional especializada para atender diabéticos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os profissionais que devem compor as equipes da rede de atenção especializada para atender às pessoas com diabetes são médicos endocrinologistas, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos, oftalmologistas, cardiologistas e nefrologistas.
A coordenadora da Associação de Diabéticos do Espírito Santo (Adies), Lorena Bucher, destacou a necessidade de orientações, programa de educação e capacitação atualizada da rede básica de saúde.
“Queremos propor políticas públicas em saúde primária. As pessoas que nos procuram são pessoas com diabetes totalmente descompensada, que não conseguem assistência de oftalmologistas, de nutricionistas, nada!”, enfatizou Lorena Bucher, acrescentando que os profissionais precisam de treinamento para atender o paciente.
Gandini, que descobriu com 37 anos ser portador da doença, garantiu que vai fazer a interlocução entre o poder público e as entidades porque há uma necessidade grande de formação para lidar com o diabetes.
“Não temos o número de especialistas suficientes. Então, é preciso dar formação para os que não são especialistas, mas que atendem na rede básica. Vou discutir com o governo do Estado o que pode ser melhorado no que se refere à falta de medicamentos, principalmente em apoio às crianças. As agulhas ainda são muito grossas! Isso tudo será discutido com a participação do Ministério Público, para que as compras sejam adequadas”, informou.
Por Assessoria parlamentar


