O 12º Festival Cine.Ema está com 18 curtas-metragens brasileiros disponíveis gratuitamente para exibição e votação popular na plataforma oficial do evento (cineema.com.br) até o dia 19 de outubro de 2026. A programação deste ano reúne produções divididas entre a 12ª Mostra Cine.Ema e a 9ª Mostra Cine.Eminha, voltada especialmente ao público infantojuvenil. O público de todo o país pode acessar o site, assistir aos filmes selecionados e eleger o seu favorito em cada categoria para o prêmio de júri popular, celebrando o melhor da produção audiovisual independente nacional.
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Festival Cine.Ema reúne produções de 12 estados com foco no conceito ancestralidade e preservação ambiental
Nesta edição, mais de 350 produções originárias de 25 estados brasileiros disputaram uma vaga na seleção oficial. Os 18 filmes escolhidos representam 12 unidades da federação — incluindo Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará, Bahia, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Rondônia e Ceará — e abrangem formatos variados como ficção, animação, documentário experimental e drama. As obras trazem narrativas sensíveis que abordam desde a relação entre comunidades tradicionais e o meio ambiente até reflexões profundas sobre memória, território e identidade.
O conceito norteador desta edição é “Ancestralizar”, propondo uma viagem por saberes ancestrais e pela relação com a natureza a partir de histórias para sentir e refletir. De acordo com a organização, a proposta não é entregar respostas prontas sobre o meio ambiente, mas estimular perguntas por meio do cinema independente. A votação popular permanece aberta no site oficial até o dia 19 de outubro, permitindo que o público descubra produções autorais de grande relevância artística que dificilmente chegam ao circuito comercial tradicional.
Mostra Cine.Eminha e produções capixabas destacam diversidade cultural no evento
A programação conta com forte representatividade regional e temática. Entre os destaques estão produções capixabas como o documentário experimental Um Rio Não É, dirigido por Amanda Miranda e Yurie Yaginuma, que revisita a vila de Regência, na foz do Rio Doce, dez anos após o maior crime ambiental da região; e a ficção Pescaria: Morêia, de Marinéia Anatório, do Instituto Marlin Azul e do Projeto Pescaria, gravada nos manguezais do estado. Já na 9ª Mostra Cine.Eminha, o público infantil e juvenil acompanha obras que unem ludicidade, inclusão e reflexão social.

O 12º Festival Cine.Ema é realizado pela Caju Produções com patrocínio do Grupo Águia Branca, apoio da Reserva Águia Branca, Sapucaia da Mata, Natureza Eco Lodge, TVE, Unimed Sul Capixaba, Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), Museu do Amanhã e Prefeitura do Rio de Janeiro. O projeto conta com financiamento do Ministério da Cultura, Governo Federal, viabilizado por meio da Lei Rouanet.
Diversidade de temas e narrativas no cinema independente nacional
A curadoria da 12ª edição apresenta uma rica diversidade de formatos e abordagens estéticas. Entre os selecionados estão obras como o documentário Os Arcos Dourados de Olinda (PB), que aborda a repercussão da falência de uma rede de fast food na cidade; Mukunã Aprendiz de Pajé (RN), sobre plantas de medicina tradicional e a defesa do território indígena; Fronteriza (PR/SP), sobre juventude e fronteiras; e Aurora (SP), que aborda o luto e a imaginação infantil após a queda de um meteorito.
Ponto de Vista
A realização do 12º Festival Cine.Ema reafirma a importância da democratização do acesso à cultura e da valorização do cinema independente nacional. Ao descentralizar a exibição por meio de uma plataforma digital gratuita e engajar o público na votação popular sob o prisma da ancestralidade, o evento fortalece a produção audiovisual brasileira, dá visibilidade a novos talentos de diversos estados e estimula reflexões fundamentais sobre o meio ambiente e a memória coletiva.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Lorena Meireles | Foto: Cine.Ema | Redação: Informe Capixaba


