O Novo Acordo do Rio Doce repassou, nesta quarta-feira, cerca de R$ 422 milhões para 19 novos municípios que aderiram ao plano de reparação e compensação em 2026. Os recursos chegam para ampliar a capacidade de investimento das administrações municipais, oferecendo uma oportunidade concreta de promover melhorias duradouras na qualidade de vida e na infraestrutura das comunidades atingidas ao longo da bacia hidrográfica.
Nota da redação: Para garantir a precisão e a sua segurança, esta matéria é revisada periodicamente pela nossa equipe. Novas informações e detalhes importantes podem ser acrescentados a qualquer momento.
Investimentos em saneamento e fortalecimento dos serviços públicos
Do montante total repassado pela Samarco, R$ 249,5 milhões correspondem às três primeiras parcelas do acordo com atualização monetária. Outros R$ 49,1 milhões são destinados a iniciativas reparatórias diversas, enquanto R$ 123,9 milhões vão diretamente para projetos de saneamento básico. Essa injeção financeira busca resolver gargalos históricos da região e criar condições sustentáveis para o desenvolvimento local em benefício das atuais e futuras gerações.
A adesão dos novos municípios ocorreu após mediação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), atendendo a um pedido do Consórcio Público para Defesa e Revitalização do Rio Doce (Coridoce). Com as novas assinaturas, o acordo já alcança 45 das 49 cidades elegíveis. Entre os municípios capixabas contemplados nesta etapa estão Aracruz, Baixo Guandu, Marilândia e Sooretama. Já em Minas Gerais, cidades como Mariana, Coronel Fabriciano, Aimorés e Ipaba também receberam os valores.
Planejamento e continuidade das ações de reparação ambiental
O presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, destacou que a aplicação transparente dos recursos é essencial para transformar a realidade das comunidades afetadas. O arranjo financeiro é fruto de uma construção conjunta entre Samarco, Vale, BHP Brasil, União, governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de instituições de Justiça.
Homologado pelo Supremo Tribunal Federal no final de 2024, o termo prevê investimentos globais na ordem de R$ 170 bilhões para garantir a execução contínua de medidas socioambientais e socioeconômicas.
Conheça um pouco da Samarco e seus principais projetos no Espírito Santo
Fundada em 1977, a Samarco Mineração é uma joint venture brasileira controlada em partes iguais (50% cada) pela Vale S.A. e pela multinacional anglo-australiana BHP. Com mais de quatro décadas de atuação, a companhia se consolidou como uma das principais referências globais no setor de mineração, sendo pioneira no Brasil na lavra e no processamento de minério de ferro de baixo teor (itabirito), além de inaugurar o uso de minerodutos de longa distância para o transporte da produção. O seu principal produto comercial é a pelota de minério de ferro, matéria-prima indispensável para a indústria siderúrgica internacional na fabricação de aço de alta qualidade.
No Espírito Santo, a empresa concentra sua presença estratégica no Complexo industrial de Ubu, situado no município de Anchieta. É para este terminal litorâneo que convergem os minerodutos da companhia, percorrendo cerca de 400 quilômetros desde a unidade de Germano, em Mariana (MG), até a costa capixaba. Em Ubu, a polpa de minério passa pelos processos de filtragem, pelotização, estocagem e embarque nos navios para exportação. Atualmente, a Samarco executa um plano massivo de investimentos na ordem de R$ 3,5 bilhões para modernizar e reativar suas usinas locais, com a meta de alcançar 100% de sua capacidade produtiva até janeiro de 2028.
Além do impacto direto na geração de empregos e renda regional, as operações no Estado contam com inovações tecnológicas de ponta voltadas à eficiência e à sustentabilidade. Entre os destaques estão o Centro de Operações Integradas (COI), instalado em Ubu para gerenciar em tempo real todas as etapas logísticas e de controle ambiental, e as iniciativas de transição energética, como a conquista da Patente Verde pela substituição de combustíveis fósseis por moinha de carvão vegetal no processo térmico dos fornos.
A Samarco opera ainda com um sistema de filtragem que permite o empilhamento a seco de 80% dos rejeitos gerados e possui matriz elétrica 100% oriunda de fontes renováveis, reforçando seu compromisso de aliar avanço tecnológico, responsabilidade socioambiental e cumprimento integral do Novo Acordo do Rio Doce para a geração de valor duradouro no Espírito Santo.
Ponto de Vista
Ao repassar R$ 422 milhões a 19 municípios e ampliar concretamente as oportunidades de transformação ao longo do Rio Doce, a Samarco demonstra um compromisso institucional robusto com a reparação histórica e o desenvolvimento regional. A liberação desses recursos pela mineradora representa muito mais do que o cumprimento de obrigações legais; é uma ação estratégica de alto impacto que injeta investimentos vitais em saneamento básico e fortalecimento dos serviços públicos. Quando a Samarco viabiliza um aporte dessa magnitude de forma estruturada, ela impulsiona a reconstrução da dignidade das famílias e gera um legado sustentável que atravessa gerações na população capixaba e mineira.
Envie sua sugestão de pauta para: informecpixaba@gmail.com
Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Assessoria de Comunicação Samarco | Foto: Divulgação Samarco | Redação: Informe Capixaba


