Mapear onde estão as lavouras de cafeicultura e acompanhar suas transformações ao longo do tempo são os principais objetivos de uma nova metodologia em desenvolvimento no Espírito Santo, apresentada nesta quarta-feira (23) durante reunião do Comitê Gestor do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura na Seag, em Vitória. Utilizando inteligência artificial, sensoriamento remoto e amostragem, a ferramenta desenvolvida em parceria entre governo, Ufes e Incaper promete reduzir o tempo de disponibilização dos mapas de anos para apenas quatro a seis meses, permitindo diferenciar café conilon e arábica, além de atender às exigências de rastreabilidade e sustentabilidade do mercado internacional.
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Como vai funcionar a tecnologia de mapeamento e a integração com as cooperativas capixabas
Financiada por meio do programa europeu AL-INVEST Verde, a ferramenta foi concebida para atualizar os dados a cada semestre, criando um histórico evolutivo da cafeicultura capixaba. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a transparência e a base de dados em tempo real fortalecem o planejamento de políticas públicas e dão suporte direto ao produtor rural. O pesquisador do Incaper Renato Corrêa Taques destaca que o mapeamento preciso de áreas plantadas, em renovação e recém-plantadas auxilia diretamente na emissão de certificações e em estimativas de safra mais exatas.
O projeto também conta com a participação estratégica das cooperativas, alinhadas por meio do Sistema OCB/ES. A expectativa é que, nas próximas etapas de aprimoramento até 2027, os dados sejam integrados aos sistemas cooperativistas para chegar diretamente ao cooperado, garantindo mais segurança jurídica, conformidade com normas ambientais globais e apoio na gestão das lavouras em todo o estado.
Conheça a força da cafeicultura no Espírito Santo e o papel de destaque no cenário nacional
O Espírito Santo ocupa uma posição de absoluto protagonismo na produção brasileira e mundial de café, destacando-se como o segundo maior produtor nacional do grão e líder histórico na produção de café robusta/conilon. A atividade cafeicultora está presente em praticamente todos os municípios capixabas, movimentando a economia regional, gerando milhares de empregos no campo e impulsionando o agronegócio exportador. Iniciativas tecnológicas como o novo mapeamento via satélite reafirmam o compromisso do estado com a inovação, a sustentabilidade e a abertura de novos mercados internacionais, consolidando o modelo capixaba de excelência na cafeicultura.
Ponto de Vista
O investimento em tecnologia e inovação para o campo é o caminho mais seguro para garantir a competitividade e a sustentabilidade da economia capixaba. Acompanhar a evolução da cafeicultura com dados precisos e periódicos demonstra a seriedade com que o Espírito Santo trata o seu principal produto agrícola, unindo pesquisa científica, governo e produtor em prol do desenvolvimento regional.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Assessoria Seag | Foto: Divulgação | Redação: Informe Capixaba


