A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e federações do setor produtivo lançaram uma campanha nacional contra a aprovação acelerada da proposta do Fim da Escala 6×1. Com o lema “A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora não”, as entidades empresariais pedem aos senadores que o debate sobre a jornada de trabalho não seja votado de forma apressada durante o período eleitoral de 2026.
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O setor terciário destaca que a aprovação da PEC sobre o Fim da Escala 6×1 traria impactos diretos para a economia, que já enfrenta desafios como juros elevados, crédito restrito e altos índices de endividamento. O setor produtivo argumenta que mais de 90% da mão de obra do comércio atua sob esse formato e que alterações bruscas podem resultar em aumento de custos operacionais, repasse de preços para a inflação e retração na oferta de empregos formais.
Riscos Econômicos e Negociação Coletiva Sobre o Fim da Escala 6×1
A liderança nacional da CNC defende que a readequação de horários e jornadas deve ocorrer por meio de acordos regionais e convenções de trabalho.
Confira os principais pontos apresentados pelo setor produtivo ao Senado Federal:
- Impacto nos Custos Operacionais: A alteração constitucional imediata pode aumentar despesas para pequenas e médias empresas, impactando o consumidor final.
- Preservação de Vagas: Entidades alertam para o risco do aumento da informalidade e do fechamento de postos formais de trabalho caso a mudança ocorra sem transição técnica.
- Valorização dos Acordos Coletivos: A CNC defende a manutenção do modelo previsto na Reforma Trabalhista, respeitando as especificidades de cada setor e região do país.
- Segurança Jurídica: A entidade solicita serenidade dos parlamentares para evitar que decisões sobre regras trabalhistas fiquem sujeitas a prazos e apelos do calendário eleitoral.
O Contexto Econômico e a Busca por Diálogo Técnico
A mobilização em torno do Fim da Escala 6×1 reflete a preocupação do comércio com a estabilidade financeira das empresas do setor de serviços e turismo.
Para os representantes da CNC e das federações do comércio, o aprimoramento das condições de trabalho deve caminhar junto com estudos de impacto econômico e diálogo contínuo. Preservar a sustentabilidade das empresas é fundamental para manter a arrecadação de impostos, a competitividade do varejo nacional e a renda de milhões de trabalhadores em todo o país.
SERVIÇO:
- O quê: Apelo da CNC e federações sobre a tramitação do Fim da Escala 6×1
- Atuação: Mobilização nacional dirigida aos membros do Senado Federal
- Defesa Principal: Utilização de negociações e convenções coletivas por setor
- Mais Informações: Portal oficial da CNC e federações estaduais
Ponto de vista
O debate em torno das jornadas de trabalho e da qualidade de vida dos trabalhadores é um tema relevante para o desenvolvimento social e econômico do país. A manifestação do setor produtivo traz à tona a necessidade de equilibrar o bem-estar social com a sustentabilidade financeira do comércio e dos serviços, que formam a maior força empregadora do Brasil. Conduzir essa discussão no Poder Legislativo com profundidade técnica, transparência e diálogo entre trabalhadores e empresários é o caminho ideal para garantir estabilidade, segurança jurídica e crescimento econômico sustentável.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Geraldo Roque / Karina Praça / Gecom CNC | Foto: Divulgação / CNC | Redação: Informe Capixaba


